• O convênio não pagou, e agora?

    Em minhas palestras sobre Empreendedorismo na Saúde costumo utilizar sempre a palavra “cliente”. Classifico, esse, como aquele que paga por seus serviços.

    Sempre que falamos sobre remuneração fazemos alusão aos baixos valores cobrados por alguns profissionais, “desvalorizando” as categorias que estudaram tanto para se qualificarem. Contudo, não há como falar de remuneração sem mencionar de um dos clientes mais “complicados” e, ao mesmo tempo, “desejados” em nosso meio.

    As OPS, ou, como chamamos, os Planos de Saúde, mesmo sendo regulados por Agências Federais(ANS) estão livres, assim como nós, para negociar os preços pelos serviços prestados por empresas e profissionais liberais da saúde. Lembrando, no entanto, que preço não é valor…

    As Entidades de Classe não possuem nenhum poder, junto às Operadoras, de implementação, cobraça ou multa frente a qualquer contrato. Contudo, a mobilização, esclarecimento e algum apoio jurídico pode ser bem útil aos prestadores de serviço(físicos e jurídicos).

    Um dos grandes problemas nesse relacionamento comercial é quando os convênios não pagam. Caso a renda que tal empresa gera para as clínicas/profissionais seja superior a 40% do faturamento total, o risco de prejuízo irreversível será constante. Porém, em épocas de crise financeiras, há uma forte tendência de firmar tais parcerias.

    O não pagamento, muitas vezes, se dá meramente por problemas burocráticos e/ou tecnológicos. A implantação de sistemas de gerenciamento poderá contribuir muito para evitar tal situação.

    Outra alternativa seria de “controlar” a expansão desse tipo de cliente em seu serviço, contudo é preciso não ferir as regras contratuais impostas pela ANS nem o Código de Ética determinado pelos Conselhos.

    Luis Henrique Cintra


  • Não sou pago para fazer isso!

    Fiquei muito surpreso, pois o mesmo, que não tinha 1 ano de formado, me entregou as 10 dicas com mais de 30 dias do pedido e ainda com a alegação que não era pago para fazer o marketing da clínica.

    Essa afirmativa me parece vir do Fordismo, modelo de trabalho onde os operários tinham uma rotina pobre e altamente repetitiva. Embora o funcionário fosse “especializado” naquela função o mesmo era completamente alienado do restante do processo e missão da empresa.

    Certa vez,, ao contratar um Fisioterapeuta, solicitei que esse escrevesse 10 dicas de saúde para serem  publicadas nas redes sociais. Todas as publicações geradas levavam o Nome, e  Crefito do autor, já a configuração e publicação do “post” era de responsabilidade da clínica.

    Fiquei muito surpreso, pois o mesmo, que não tinha 1 ano de formado, me entregou as 10 dicas com mais de 30 dias do pedido e ainda com a alegação que não era pago para fazer o marketing da clínica.

    Somente quem cria um serviço sabe das dificuldades em mantê-lo e atitudes como essas não demonstram autoestima, mas falta de compromisso com o todo. Que siga seu caminho

     

    Luis Henrique Cintra

     


  • O empreendedor bíblico – Feliz Páscoa

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    Um homem, batizado por um sábio, amadurecido pelo conhecimento e forjado na sua coragem começou a levar a “palavra” para aqueles sofredores que não tinham outra opção, a não ser, servir aos “Césares”.

    Há várias características para os empreendedores. Entre todas, podemos selecionar três que são inquestionáveis: 1) São apaixonados pelo o que fazem, o que os tornam incansáveis no trabalho, 2) Assumem riscos calculados e 3) Os frutos de seu trabalho são mais importantes que qualquer dinheiro ganho, às vezes, até mais que ele mesmo. Tais definições são bem observadas num homem que surgiu no Oriente Médio há mais de dois mil anos.

    O ambiente não era muito propício a divulgação de certas idéias. A Opressão romana castigava as tribos de seu império, impedindo, assim, qualquer forma de autonomia, ou mesmo, de melhoria nas condições de vida daquelas pessoas.

    Um homem, batizado por um sábio, amadurecido pelo conhecimento e forjado na sua coragem começou a levar a “palavra” para àqueles sofredores que não tinham outra opção, a não ser, servir aos “Césares”.

    Perseguido por alguns de seus pares, ele não desistiu, formou uma equipe de seguidores e começou a proferir suas ações entre os mais necessitados. Alguns eram curados de doenças, outros protegidos de injustiças e outros, até,  ressuscitados. Mas, o objetivo principal era levar esperança à grande maioria.

    Por não ser bem entendido por algumas pessoas importantes, foi denunciado como criminoso, falso profeta, perturbador da ordem pública. Chegou a ser tentado pela solidão, fome e vaidade por quarenta dias, resistiu, continuou sua missão.  Depois, ainda prevendo um futuro nebuloso em relação à sua vida, confraternizou com seus seguidores. Um deles o denunciou,  outro o negou 3 vezes, outro tinham que ver para poder provar sua fé. Cada um dos membros da sua equipe, por um motivo qualquer, se esvaiu ou questionou a veracidade de seus ensinamentos.

    Foi julgado e condenado, e mesmo crucificado ainda pediu perdão para aqueles que não entenderam seus propósitos.

    Até hoje, seus ensinamentos são seguidos por mais de um bilhão de pessoas no mundo.

    FELIZ  PÁSCOA

     Luis Henrique Cintra

    Consultor de Negócios em Saúde


  • A sedução, a ilusão e a mentira.

    Sedução_Ilusão_MentiraEra uma vez três amigas que viviam uma relação de amor e ódio , mas,  sempre encontravam-se  para conversar, e descobrir quem era a mais poderosa.
    A SEDUÇÃO começou dizendo:
    – Claro que sou eu a mais poderosa, sem mim os humanos nunca seriam fisgados, pois todos se derretem com a minha beleza, com minhas palavras e com o meu cheiro. Alías, sem mim, o mundo inteiro seria cinza. Sou eu quem dar sentido ao mundo!!
    A ILUSÃO, se contorcendo de inveja, respondeu:
    – Sim, mas você só chega à periferia dos desejos. Eu escravizo os humanos porque os faço viver em sonhos que nunca se realizarão. Eu sou inatingível, e isso é o que move a humanidade. Viver na ilusão
    A MENTIRA, tava caladinha, mas, retrucou:
    – É verdade, vocês duas são assim, mas, nunca esqueçam que por trás de TODO HOMEM SEDUZIDO E DE TODA MULHER ILUDIDA tem uma MENTIRA BEM CONTADA.

     

    Luis Henrique Cintra


  • Demissão.

    O processo de demissão nunca foi uma tarefa agradável. Porém, antes um termino de namoro a um desastre no casamento.

    Muitos são os motivos para que as relações de trabalho deixem de existir: mudanças no mercado, incompetência, perdas salariais, falta de condições de trabalho etc. Empregador e empregado, muitas vezes, culpam um ao outro pelo lamentável episódio, porém, já é bem notório que a justiça do trabalho está mais para tendenciosa que justa em inúmeras causas trabalhistas.

    Cabe ao empresário possuir sempre um banco de currículos de reserva ou então um contato com empresas de recursos humanos e cabe ao empregado nunca ficar numa eterna zona de conforto. Hoje as empresas não precisam de trabalhadores com funções isoladas, mas profissionais “multitarefa” com conhecimentos em gestão e informática.

    Há um dito clássico de Maquiavel – Tudo que ruim faça de uma vez – daí, empregador, estude bem o processo, mas, não existe em tomar sua decisão. Atitudes provocativas causam eternos inconvenientes e fragilizam as relações entre patrão e empregado. Por outro lado, nunca ofereças todas as vantagens que o trabalho pode ofertar logo de início, pois isso pode gerar problemas futuros.

     

    Luis Henrique Cintra

     

     


  • O Rato e o Cão

    2016_12_16_blog_lhc_cao Como um rato você entrou em minha casa, como cão, com alegria lhe recebi

     Como um rato você mendigava, como um cão, eu lhe acolhi

    Como um rato você era inteligente, como um cão, eu lhe ouvi

    Como um rato você não tinha auto estima, como um cão, oportunidades lhe ofereci

    Como um rato, você mentia para seus amigos, como um cão, mesmo assim, lhe protegi

    Como um rato, você roubava minha comida, como um cão, esperei o sol abrir

    Como um rato você precisava sempre caluniar, como um cão, jamais lhe ofendi

    Como um rato você se irá zangar, como um cão eu sempre vou sorrir

    Como rato você sentirá frio 9 andares abaixo, como cão, a praia, vou curtir

     

    Luis Henrique Cintra


  • Steve Harris – Fortaleza.

    Steve Harris
    Steve Harris em Fortaleza/CE.

    Eu tento, há alguns dias, o hábito de caminhar sistematicamente na Beira Mar de minha cidade, Fortaleza. Como a atividade é muito solitária chamo alguns amigos que sempre apresentam desculpas do tipo: “tô cansado, amanhã, ou então, só vou pela manhã”. O fato é que além de cuidar da saúde, esse momento de ócio foi-me presenteado pelo poder do acaso.

    A foto está escura, e chegou a ter uma pequena turbulência para que fosse tirada. Porém, para os que gostam de Heavy Metal o reconhecimento é imediato, foi tirada do lado de fora do restaurante Coco Bambu. Meu ídolo Mister Steve Harris, baixista da maior banda de rock da história, IRON MAIDEN hospedada no Hotel Gran Marquise  Recebi a informação de um fã que encontrei, também, ao acaso.

    Observei, ontem, 23/03/2016, às 21:20, o que Maquiavel chama de fortuna. Mesmo trabalhando dentro das mais rigorosas regras de planejamento, os sonhos, simplesmente, acontecem.

    Muito obrigado a produção do Iron Maiden, e ao meu ídolo que se mostrou totalmente disponível para que esse momento se realizasse.

     

    Long Life to Iron Maiden

    Luis Henrique Cintra

     

     


  • PGRSS – Vigilância Sanitária & Meio Ambiente.

    2016_03_23_pgrssReceber fiscais da Vigilância Sanitária em nosso Serviço nunca foi uma atividade agradável. A primeira sensação é a de que por mais esforços que fizermos, esses sempre encontrarão algo para tirar nossa paz. Esse texto tem por objetivo esclarecer algumas dúvidas sobre o PGRSS ou Plano de Gerenciamento de Resíduos dos Serviços de Saúde.

    A Resolução CONAMA 283/2001 foi a primeira a fazer alusão sobre esse assunto, essa fora revogada pela Resolução CONAMA Nº 358/2005.  Essa descreve:

    “Art. 1o Esta Resolução aplica-se a todos os serviços relacionados com o atendimento à saúde humana ou animal, inclusive os serviços de assistência domiciliar e de trabalhos de campo; laboratórios analíticos de produtos para saúde; necrotérios, funerárias e serviços onde se realizem atividades de embalsamamento (tanatopraxia e somatoconservação);serviços de medicina legal; drogarias e farmácias inclusive as de manipulação; estabelecimentos de ensino e pesquisa na área de saúde; centros de controle de zoonoses;distribuidores de produtos farmacêuticos; importadores, distribuidores e produtores de materiais e controles para diagnóstico in vitro;unidades móveis de atendimento à saúde;serviços de acupuntura; serviços de tatuagem, entre outros similares.”
    Portanto, todos os serviços de saúde, mesmo àqueles onde a produção de resíduos não sejam tradicionalmente ofensivos ao meio ambiente, devem possuir tal plano registrados nas Secretarias do Meio Ambiente de suas cidades. Porém, nem todos necessitarão de coleta especializada.
    O gestor do serviço de saúde terá então 2 opções para a realização do plano:
    1) Elaborá-lo ele mesmo(Art. 5o – O PGRSS deverá ser elaborado por profissional de nível superior, habilitado peloseu conselho de classe, com apresentação de Anotação de Responsabilidade Técnica – ART,Certificado de Responsabilidade Técnica ou documento similar, quando couber).
    2) Contratar um dos técnicos cadastrados pelas Secretarias do Meio Ambiente para fazê-lo.
    Se você possui um pequeno serviço de saúde e precisa realizar seu plano entre em contato conosco.
    Luis Henrique Cintra – (85) 9 91301221
    Consultoria em Serviços de Saúde,

     


  • Estúdio de Pilates, poxa, não deu certo!!

    2016_03_09_pilates_vendidoAmigos Fisioterapeutas, diariamente observo colegas ofertando seus equipamentos, muitas vezes, recém adquiridos, em grupos e páginas de Fisioterapia e afins.

    O Negócio Saúde, muitas vezes, parece não ser aquele mar de rosas que nos apresentaram quando realizamos nossas capacitações técnicas ou quando compramos nossos tão valiosos equipamentos que nos certificariam no mercado como “especialistas”.

    Possuo uma clínica, Somma, há 19 anos. Ao longo de todo esse período fica até difícil enumerar a quantidade de “ótimos negócios, técnicas e métodos” que surgiram. Cada um, prometendo resultados clínicos e financeiros fantásticos. Detalhe, se você não os utilizar você está “desatualizado”.

    O Negócio Pilates, parece-me, hoje, aquele mais tentador. Apresento os motivos que me fazem assim pensar:

    • Capacitação: inúmeras, basta acessar as redes sociais;
    • Custo: baixo para de implantação, inúmeras linhas de crédito;
    • Manutenção: simples, baseada em limpeza e lubrificação;
    • Espaço: há serviços que conseguem funcionar em locais com menos de 20 metros quadrados;
    • Popularidade e Marketing: o nome Pilates se auto-divulga;
    • Preço: é bem mais barato pagar uma mensalidade que um tratamento de Terapia Manual;.
    • Literatura: vasta, basta acessar  internet
    • Eficácia: não há dúvidas que, quando bem aplicado, os resultados são fantásticos.
    • Permanência do cliente: o Pilates oferece a condição de “manutenção” agindo na prevenção de lesões, dessa forma o cliente se “fideliza” ao longo dos meses.
    • Mão de obra: abundante
    • Planos de Saúde: facilita a captação de cliente

    Todos essas vantagens mercadológicas podem, infelizmente, confundir o profissional que deseja instalar-se no mercado, pois vistas por outro ângulo as respostas podem ser diferentes:

    • Capacitação: não basta capacitar-se, certificados não garantem nada sem que haja fundamentação teórica;
    • Custo: o custo dos equipamentos é somente parte do que há por vir;
    • Manutenção: equipamentos mais acessíveis tendem a ser de baixa qualidade podendo levar a acidentes;
    • Espaço: clientes não pagam quando não sentirem-se confortáveis;
    • Popularidade e Marketing: pode cair na banalidade, todo mundo faz, poucos pagam o que vale;
    • Preço: se você precificar errado não atingirá o publico que deseja ou pior não durará no mercado;
    • Literatura: muitas publicações falam somente de coisas que enaltecem o método para que cursos ou equipamentos sejam vendidos;
    • Eficácia: há pessoas que mesmo com as condições que favoreçam aos resultados podem não se interessar pelo mesmo.
    • Permanência do cliente: concorrência gigantesca, guerra de preços, custos com  reformas e marketing de relacionamento;
    • Mão de obra: os melhores já estão empregados, direitos trabalhistas;
    • Planos de Saúde: terrivelmente burocráticos, podem ainda torná-lo dependente de seus valores.

    Enfim, o artigo teve o objetivo de mostrar que qualquer recurso irá precisar das ferramentas corretas para que possa realmente ter resultados satisfatórios.

    Resolvi falar em Pilates, por esse ser de extrema popularidade em nosso cotidiano. Nunca negligencie a gestão de seu negócio, informatize-se, cuide de seus clientes como você gostaria de ser cuidado.

    Abraço a todos,

    Luis Henrique Cintra