A borboleta rosa.

Quanto mais voava, mais suas asas cresciam, destacando-se, assim, de suas amigas, que animavam-se por serem, simplesmente, admiradas pelos habitantes do jardim.

Era uma vez uma pequena lagarta, branquinha como neve. Astuta e destemida, esse pequeno inseto locomovia-se rapidamente por toda a árvore que lhe dava abrigo e comida. O tempo passou, e, após o período de incubação, ela abriu 2 belas asas começando a sobrevoar o jardim que habitava.

Era incrível, pois, A BORBOLETA ROSA, mesmo conhecendo tudo e todos, começou enxergar um novo mundo, visto, agora, por outro ponto de vista. Quanto mais voava, mais suas asas cresciam, destacando-se, assim, de suas amigas, que animavam-se por serem, simplesmente, admiradas pelos habitantes do jardim.

A BORBOLETA ROSA estava sempre pronta para ajudar qualquer bicho, mas, devido às enormes asas poucos a acompanhavam quando essa desejava, simplesmente, passear pelo jardim. Por isso, era comum vê-la com bichos de outros jardins ou então pousada no ponto mais alto da região, onde somente os pássaros habitavam.

Certo dia, numa de suas viagens solitárias, a borboleta escutou um barulho estranho, que vinha da terra. Ela desceu para saber o que era, e conheceu o PEQUENO GRILO. Ficaram amigos e após alguns meses, ela, já sentindo-se mais íntima, teve, com esse, uma longa conversa:

– Poxa, sabia que esse som que você faz é muito legal.

– Sim, é a forma que me comunico com meus amigos.

– Como assim, amigos? Eu só o vejo sozinho.

– Não preciso tê-los ao meu lado, mas sentí-los no coração.

– E como você sabe que eles gostam de você também?

– Eu os escuto, é por isso que no jardim, nossas canções são intermináveis. Conversamos mesmo sem nos vermos.

– Eu não sei cantar.

– É, eu não sei voar. Mas o som é transmitido por ondas, e o bater de suas asas também o gera, só que nem todos poderão ouvir.

– E como saberei quem está ouvindo.

– Se eu soubesse, seria um grilo voador.

– Rsrsrsrsrs, besta.

– Muitos pássaros gostam de voar comigo…

– Poxa, você tá podendo hein, só tirando onda!

– Por quê?

– Os pássaros cantam, voam e ainda são belos. Se eles sentem-se bem com você, é porque a consideram importante.

– Mas eu queria que minhas amigas do jardim voassem comigo.

– Aquilo que lhe deu liberdade, suas asas, pode ser o motivo disso não acontecer.

– O que devo fazer? Devo cortá-las?

– Jamais, mas voe conforme o grupo.

– Mas voar baixo é muito sem graça.

– A vida é feita de escolhas, amiga borboleta. Eu adoro fazer barulho, mas se eu o fizer sempre o sapo me come.

– Buorpp, alguém me chamou????

– Eita, hora de dá no pé….fui.

– E eu também….kkkkkkkk.

Luis Henrique Cintra

Consultoria em Serviços de Saúde