• Arquivos categorizados Gestão
  • Poxa, saiu e ainda levou meus clientes.

    Uma situação muito comum nos pequenos negócios em Fisioterapia é quando empregamos alguém, muita vezes tecnicamente aquém das perspectivas mas, determinado. Com o tempo, esse, aprende o ofício, abandona o local, cria o seu espaço e acaba levando os “nossos clientes”. O gestor de qualquer serviço jamais estará imune a essa situação. Na realidade, adaptar-se à mesma poderia seria a grande sacada e a situação poderia inverter-se.

    Antes de qualquer consideração mais aprofundada é preciso que entendamos uma diferença importantíssima:

    • Procedimento: algo realizado por um profissional habilitado para o caso. Baseia-se no conhecimento técnico do mesmo.
    • Serviço: conjunto de ações desenvolvidas num determinado espaço para que o cliente identifique aquele local como referência para o atendimento de suas necessidades.

    O cliente é fidelizado quando a PROPOSTA DE VALOR é garantida e aplicada. Negligências comuns a alguns gestores podem causar descontentamentos frequentes com consequente falhas na fidelização,  daí, muitas vezes, o próprio prestador de serviço sente-se incomodado e prefere criar o seu próprio espaço, causando, dessa forma, prejuízo a instituição que o empregou.

    Oriento sempre que o profissional seja pago diretamente pela prestação de serviços. Caso o prestador demonstre um real interesse no crescimento do mesmo ai esse deve ser bonificado, porém, o preparo, higienização, pagamento de contas, manutenção de equipamentos, enfim, a gestão e promoção do local deve ficar a encargo do proprietário.

    Quando a situação não se equipara ao que foi mencionado então caminhamos para o campo ético e nos resta apenas lamentar a conduta.

     

    Abraço a todos

    Luis Henrique Cintra

     

     

     

     

     


  • O convênio não pagou, e agora?

    Em minhas palestras sobre Empreendedorismo na Saúde costumo utilizar sempre a palavra “cliente”. Classifico, esse, como aquele que paga por seus serviços.

    Sempre que falamos sobre remuneração fazemos alusão aos baixos valores cobrados por alguns profissionais, “desvalorizando” as categorias que estudaram tanto para se qualificarem. Contudo, não há como falar de remuneração sem mencionar de um dos clientes mais “complicados” e, ao mesmo tempo, “desejados” em nosso meio.

    As OPS, ou, como chamamos, os Planos de Saúde, mesmo sendo regulados por Agências Federais(ANS) estão livres, assim como nós, para negociar os preços pelos serviços prestados por empresas e profissionais liberais da saúde. Lembrando, no entanto, que preço não é valor…

    As Entidades de Classe não possuem nenhum poder, junto às Operadoras, de implementação, cobraça ou multa frente a qualquer contrato. Contudo, a mobilização, esclarecimento e algum apoio jurídico pode ser bem útil aos prestadores de serviço(físicos e jurídicos).

    Um dos grandes problemas nesse relacionamento comercial é quando os convênios não pagam. Caso a renda que tal empresa gera para as clínicas/profissionais seja superior a 40% do faturamento total, o risco de prejuízo irreversível será constante. Porém, em épocas de crise financeiras, há uma forte tendência de firmar tais parcerias.

    O não pagamento, muitas vezes, se dá meramente por problemas burocráticos e/ou tecnológicos. A implantação de sistemas de gerenciamento poderá contribuir muito para evitar tal situação.

    Outra alternativa seria de “controlar” a expansão desse tipo de cliente em seu serviço, contudo é preciso não ferir as regras contratuais impostas pela ANS nem o Código de Ética determinado pelos Conselhos.

    Luis Henrique Cintra


  • Não sou pago para fazer isso!

    Fiquei muito surpreso, pois o mesmo, que não tinha 1 ano de formado, me entregou as 10 dicas com mais de 30 dias do pedido e ainda com a alegação que não era pago para fazer o marketing da clínica.

    Essa afirmativa me parece vir do Fordismo, modelo de trabalho onde os operários tinham uma rotina pobre e altamente repetitiva. Embora o funcionário fosse “especializado” naquela função o mesmo era completamente alienado do restante do processo e missão da empresa.

    Certa vez,, ao contratar um Fisioterapeuta, solicitei que esse escrevesse 10 dicas de saúde para serem  publicadas nas redes sociais. Todas as publicações geradas levavam o Nome, e  Crefito do autor, já a configuração e publicação do “post” era de responsabilidade da clínica.

    Fiquei muito surpreso, pois o mesmo, que não tinha 1 ano de formado, me entregou as 10 dicas com mais de 30 dias do pedido e ainda com a alegação que não era pago para fazer o marketing da clínica.

    Somente quem cria um serviço sabe das dificuldades em mantê-lo e atitudes como essas não demonstram autoestima, mas falta de compromisso com o todo. Que siga seu caminho

     

    Luis Henrique Cintra

     


  • Demissão.

    O processo de demissão nunca foi uma tarefa agradável. Porém, antes um termino de namoro a um desastre no casamento.

    Muitos são os motivos para que as relações de trabalho deixem de existir: mudanças no mercado, incompetência, perdas salariais, falta de condições de trabalho etc. Empregador e empregado, muitas vezes, culpam um ao outro pelo lamentável episódio, porém, já é bem notório que a justiça do trabalho está mais para tendenciosa que justa em inúmeras causas trabalhistas.

    Cabe ao empresário possuir sempre um banco de currículos de reserva ou então um contato com empresas de recursos humanos e cabe ao empregado nunca ficar numa eterna zona de conforto. Hoje as empresas não precisam de trabalhadores com funções isoladas, mas profissionais “multitarefa” com conhecimentos em gestão e informática.

    Há um dito clássico de Maquiavel – Tudo que ruim faça de uma vez – daí, empregador, estude bem o processo, mas, não existe em tomar sua decisão. Atitudes provocativas causam eternos inconvenientes e fragilizam as relações entre patrão e empregado. Por outro lado, nunca ofereças todas as vantagens que o trabalho pode ofertar logo de início, pois isso pode gerar problemas futuros.

     

    Luis Henrique Cintra

     

     


  • PGRSS – Vigilância Sanitária & Meio Ambiente.

    2016_03_23_pgrssReceber fiscais da Vigilância Sanitária em nosso Serviço nunca foi uma atividade agradável. A primeira sensação é a de que por mais esforços que fizermos, esses sempre encontrarão algo para tirar nossa paz. Esse texto tem por objetivo esclarecer algumas dúvidas sobre o PGRSS ou Plano de Gerenciamento de Resíduos dos Serviços de Saúde.

    A Resolução CONAMA 283/2001 foi a primeira a fazer alusão sobre esse assunto, essa fora revogada pela Resolução CONAMA Nº 358/2005.  Essa descreve:

    “Art. 1o Esta Resolução aplica-se a todos os serviços relacionados com o atendimento à saúde humana ou animal, inclusive os serviços de assistência domiciliar e de trabalhos de campo; laboratórios analíticos de produtos para saúde; necrotérios, funerárias e serviços onde se realizem atividades de embalsamamento (tanatopraxia e somatoconservação);serviços de medicina legal; drogarias e farmácias inclusive as de manipulação; estabelecimentos de ensino e pesquisa na área de saúde; centros de controle de zoonoses;distribuidores de produtos farmacêuticos; importadores, distribuidores e produtores de materiais e controles para diagnóstico in vitro;unidades móveis de atendimento à saúde;serviços de acupuntura; serviços de tatuagem, entre outros similares.”
    Portanto, todos os serviços de saúde, mesmo àqueles onde a produção de resíduos não sejam tradicionalmente ofensivos ao meio ambiente, devem possuir tal plano registrados nas Secretarias do Meio Ambiente de suas cidades. Porém, nem todos necessitarão de coleta especializada.
    O gestor do serviço de saúde terá então 2 opções para a realização do plano:
    1) Elaborá-lo ele mesmo(Art. 5o – O PGRSS deverá ser elaborado por profissional de nível superior, habilitado peloseu conselho de classe, com apresentação de Anotação de Responsabilidade Técnica – ART,Certificado de Responsabilidade Técnica ou documento similar, quando couber).
    2) Contratar um dos técnicos cadastrados pelas Secretarias do Meio Ambiente para fazê-lo.
    Se você possui um pequeno serviço de saúde e precisa realizar seu plano entre em contato conosco.
    Luis Henrique Cintra – (85) 9 91301221
    Consultoria em Serviços de Saúde,

     


  • Estúdio de Pilates, poxa, não deu certo!!

    2016_03_09_pilates_vendidoAmigos Fisioterapeutas, diariamente observo colegas ofertando seus equipamentos, muitas vezes, recém adquiridos, em grupos e páginas de Fisioterapia e afins.

    O Negócio Saúde, muitas vezes, parece não ser aquele mar de rosas que nos apresentaram quando realizamos nossas capacitações técnicas ou quando compramos nossos tão valiosos equipamentos que nos certificariam no mercado como “especialistas”.

    Possuo uma clínica, Somma, há 19 anos. Ao longo de todo esse período fica até difícil enumerar a quantidade de “ótimos negócios, técnicas e métodos” que surgiram. Cada um, prometendo resultados clínicos e financeiros fantásticos. Detalhe, se você não os utilizar você está “desatualizado”.

    O Negócio Pilates, parece-me, hoje, aquele mais tentador. Apresento os motivos que me fazem assim pensar:

    • Capacitação: inúmeras, basta acessar as redes sociais;
    • Custo: baixo para de implantação, inúmeras linhas de crédito;
    • Manutenção: simples, baseada em limpeza e lubrificação;
    • Espaço: há serviços que conseguem funcionar em locais com menos de 20 metros quadrados;
    • Popularidade e Marketing: o nome Pilates se auto-divulga;
    • Preço: é bem mais barato pagar uma mensalidade que um tratamento de Terapia Manual;.
    • Literatura: vasta, basta acessar  internet
    • Eficácia: não há dúvidas que, quando bem aplicado, os resultados são fantásticos.
    • Permanência do cliente: o Pilates oferece a condição de “manutenção” agindo na prevenção de lesões, dessa forma o cliente se “fideliza” ao longo dos meses.
    • Mão de obra: abundante
    • Planos de Saúde: facilita a captação de cliente

    Todos essas vantagens mercadológicas podem, infelizmente, confundir o profissional que deseja instalar-se no mercado, pois vistas por outro ângulo as respostas podem ser diferentes:

    • Capacitação: não basta capacitar-se, certificados não garantem nada sem que haja fundamentação teórica;
    • Custo: o custo dos equipamentos é somente parte do que há por vir;
    • Manutenção: equipamentos mais acessíveis tendem a ser de baixa qualidade podendo levar a acidentes;
    • Espaço: clientes não pagam quando não sentirem-se confortáveis;
    • Popularidade e Marketing: pode cair na banalidade, todo mundo faz, poucos pagam o que vale;
    • Preço: se você precificar errado não atingirá o publico que deseja ou pior não durará no mercado;
    • Literatura: muitas publicações falam somente de coisas que enaltecem o método para que cursos ou equipamentos sejam vendidos;
    • Eficácia: há pessoas que mesmo com as condições que favoreçam aos resultados podem não se interessar pelo mesmo.
    • Permanência do cliente: concorrência gigantesca, guerra de preços, custos com  reformas e marketing de relacionamento;
    • Mão de obra: os melhores já estão empregados, direitos trabalhistas;
    • Planos de Saúde: terrivelmente burocráticos, podem ainda torná-lo dependente de seus valores.

    Enfim, o artigo teve o objetivo de mostrar que qualquer recurso irá precisar das ferramentas corretas para que possa realmente ter resultados satisfatórios.

    Resolvi falar em Pilates, por esse ser de extrema popularidade em nosso cotidiano. Nunca negligencie a gestão de seu negócio, informatize-se, cuide de seus clientes como você gostaria de ser cuidado.

    Abraço a todos,

    Luis Henrique Cintra


  • Vistoria Predial em Fortaleza – Dr.Valdir Sampaio

    Valdir
    Dr.Valdir Queiroz Sampaio Júnior

    A Lei Municipal 9.9913/2012 aprovada pelo Decreto n° 13.616 de 23/06/2015 e entrou em vigor no dia 23 de junho de 2015, quando foi publicada no Diário Oficial do Município, determina a inspeção preventiva em prédios da capital. O projeto da Lei, cuja minuta foi apresentada pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-CE) em parceria com o Sindicato dos Engenheiros do Ceará (SENGE-CE), foi aprovado pela Câmara Municipal de Fortaleza. O prazo para as autuações das edificações foram prorrogados para o dia 01 abril de 2016, quando serão iniciadas.

    A lei representa um avanço para segurança dos imóveis da nossa cidade, que não contava com nenhuma legislação que contemplasse uma inspeção preventiva nas edificações dessa capital, assim o município de Fortaleza agora tem um mecanismo legal para o controle da integridade das edificações e em favor da segurança da população, que é quem mais se beneficia com a lei, além da valorização do imóvel que obtiver o Certificado de Inspeção Predial – CIP.

    O Laudo de Vistoria Técnica – LVT será elaborado através da Inspeção Predial realizada no local em conformidade com o TERMO DE REFERÊNCIA PARA INSPEÇÃO PREDIAL EM FORTALEZA e deverá ser elaborado por engenheiros devidamente habilitados e registrados no CREA-CE.

    O Certificado de Inspeção Predial – CIP será conferido pela Prefeitura Municipal de Fortaleza através da Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente –SEUMA, após a análise deste órgão do protocolo dos formulários, taxas, projetos e documentação específica e diferenciada para cada categoria e tipologia de edificação abrangida pela lei.

     

    Abraços a todos

     

    Valdir Queiroz Sampaio Júnior – Engenheiro Civil(mini Currículo)

    Contatos: Tel.: (85) 99983-7712 (TIM) e (85) 98943-7712 (OI)
    E-mail: valdirsampaio@hotmail.com

    •  Especialização em Engenharia Ambiental e Saneamento Básico
    •  Experiência de 20 anos desenvolvida nas áreas de execução de projetos em engenharia civil, planejamento de obra, terraplanagem, drenagem, pavimentação, construções de casas e prédios, conjuntos populares, manutenções e reformas;
    • Gestão de projetos e execução de obras em alvenaria estrutural, concreto de alto desempenho, abastecimento de água, esgotamento sanitário e saneamento ambiental;
    • Fiscalização e liberação de serviços para execução de parque eólico, subestação, controle tecnológico e das vias de acesso;
    • Acompanhamento de produção, de folha de pagamento, do orçamento da obra, coordenação de equipes, desenvolvimento de relatórios e planejamento para cumprir metas definidas pela empresa;
    • Controle, dimensionamento e supervisão da contratação e utilização de pessoal, de equipamentos, de ferramentas e máquinas, juntamente com os setores administrativo e de segurança do trabalho, quando na aquisição de mão de obra própria e terceirizada;
    • Elaboração de Laudo de Vistoria Técnica para Inspeção Predial e Patologias na Construção Civil em conformidade com a Lei Municipal 9.9913/2012 e o Decreto n° 13.616 de 23/06/2015.

  • Telefone, dicas para aproveitamento.

    2016_01_17_telefoneUma das formas de conhecer o que o seu publico necessita é o registro de ligações recebidas na recepção de seu negócio. Um dispositivo de Bina, uma planilha e um profissional bem treinado serão suficientes para isso.

    Com esse tipo de controle você poderá ter as seguintes respostas:

    • Qual dia da semana as ligações são mais evidentes?
    • Qual hora do dia as ligações são mais frequentes?
    • Qual mês teve mais ligações?
    • As pessoas ligam mais de fones fixos ou de celulares?
    • Qual serviço gera mais ligações para “informações”?
    • Qual serviço gera mais ligações para “recados”?
    • Quais as informações mais importantes que a recepção deve ter disponível?

    Com essas respostas você poderá direcionar condutas em seu estabelecimento. Por exemplo:

    • Aprimorar o marketing frente a um serviço que é pouco solicitado
    • Utilizar horários específicos para realizar ligações sem perder vendas
    • Reduzir conta telefônica através da aquisição de chips das operadoras mais comuns de seus clientes
    • Treinar a recepção para apresentar alternativas mais baratas frente a serviços ofertados.

    Enfim, mesmo com toda a tecnologia  o bom e velho telefone ainda continua disponível, o TELEFONE FIXO ainda continua sendo uma das melhores formas de comunicação. Não o desperdice.

     

    Abraço a todos,

    Luis Henrique Cintra


  • Vamos economizar água, mas atentos às cobranças.

    Economizar água é mais que uma obrigação de todos. Embora vivamos num país abençoado por Deus, e com uma vastidão em recursos hídricos, temos sofrido períodos importantes de estiagem, inclusive, em regiões, onde isso não era comum, como São Paulo.

    Infelizmente o que observamos no vídeo em anexo é uma afronta à qualquer brasileiro que tenta diariamente exercer sua cidadania economizando água. Somente para explicar,  esse agente esta imprimindo uma série de contas com “valores médios” e, daí, entregará aos moradores.

    Para evitar tal situação orientamos que cada brasileiro faça o seu “controle de consumos”. Basta usar um caderno e diariamente anotar o registro no medidor. Assim, será fácil identificar vazamentos ocultos, pois tais evidências se mostrarão com a mudança repentina nos consumos.

    Para os colegas que possuem serviços em piscinas, procure manter água em filtração sistemática e constante controle do PH, e níveis de cloro evitando, assim, drenagens desnecessárias.

    Abraço a todos

    Luis Henrique Cintra