Estúdio de Pilates, poxa, não deu certo!!

2016_03_09_pilates_vendidoAmigos Fisioterapeutas, diariamente observo colegas ofertando seus equipamentos, muitas vezes, recém adquiridos, em grupos e páginas de Fisioterapia e afins.

O Negócio Saúde, muitas vezes, parece não ser aquele mar de rosas que nos apresentaram quando realizamos nossas capacitações técnicas ou quando compramos nossos tão valiosos equipamentos que nos certificariam no mercado como “especialistas”.

Possuo uma clínica, Somma, há 19 anos. Ao longo de todo esse período fica até difícil enumerar a quantidade de “ótimos negócios, técnicas e métodos” que surgiram. Cada um, prometendo resultados clínicos e financeiros fantásticos. Detalhe, se você não os utilizar você está “desatualizado”.

O Negócio Pilates, parece-me, hoje, aquele mais tentador. Apresento os motivos que me fazem assim pensar:

  • Capacitação: inúmeras, basta acessar as redes sociais;
  • Custo: baixo para de implantação, inúmeras linhas de crédito;
  • Manutenção: simples, baseada em limpeza e lubrificação;
  • Espaço: há serviços que conseguem funcionar em locais com menos de 20 metros quadrados;
  • Popularidade e Marketing: o nome Pilates se auto-divulga;
  • Preço: é bem mais barato pagar uma mensalidade que um tratamento de Terapia Manual;.
  • Literatura: vasta, basta acessar  internet
  • Eficácia: não há dúvidas que, quando bem aplicado, os resultados são fantásticos.
  • Permanência do cliente: o Pilates oferece a condição de “manutenção” agindo na prevenção de lesões, dessa forma o cliente se “fideliza” ao longo dos meses.
  • Mão de obra: abundante
  • Planos de Saúde: facilita a captação de cliente

Todos essas vantagens mercadológicas podem, infelizmente, confundir o profissional que deseja instalar-se no mercado, pois vistas por outro ângulo as respostas podem ser diferentes:

  • Capacitação: não basta capacitar-se, certificados não garantem nada sem que haja fundamentação teórica;
  • Custo: o custo dos equipamentos é somente parte do que há por vir;
  • Manutenção: equipamentos mais acessíveis tendem a ser de baixa qualidade podendo levar a acidentes;
  • Espaço: clientes não pagam quando não sentirem-se confortáveis;
  • Popularidade e Marketing: pode cair na banalidade, todo mundo faz, poucos pagam o que vale;
  • Preço: se você precificar errado não atingirá o publico que deseja ou pior não durará no mercado;
  • Literatura: muitas publicações falam somente de coisas que enaltecem o método para que cursos ou equipamentos sejam vendidos;
  • Eficácia: há pessoas que mesmo com as condições que favoreçam aos resultados podem não se interessar pelo mesmo.
  • Permanência do cliente: concorrência gigantesca, guerra de preços, custos com  reformas e marketing de relacionamento;
  • Mão de obra: os melhores já estão empregados, direitos trabalhistas;
  • Planos de Saúde: terrivelmente burocráticos, podem ainda torná-lo dependente de seus valores.

Enfim, o artigo teve o objetivo de mostrar que qualquer recurso irá precisar das ferramentas corretas para que possa realmente ter resultados satisfatórios.

Resolvi falar em Pilates, por esse ser de extrema popularidade em nosso cotidiano. Nunca negligencie a gestão de seu negócio, informatize-se, cuide de seus clientes como você gostaria de ser cuidado.

Abraço a todos,

Luis Henrique Cintra