O auditório vazio.

Desde então, que não temo mais a ausência ou lotação em minhas conferências, pois mais importante que audiência é que o(s) espectador(es) saia(m) de lá com alguma mensagem útil para sua(s) vida(s).
Desde então, que não temo mais a ausência ou lotação em minhas conferências, pois mais importante que audiência é que o(s) espectador(es) saia(m) de lá com alguma mensagem útil para sua(s) vida(s).

Desde então, que não temo mais a ausência ou lotação em minhas conferências, pois mais importante que audiência é que o(s) espectador(es) saia(m) de lá com alguma mensagem útil para sua(s) vida(s).

Desde então, que não temo mais a ausência ou lotação em minhas conferências, pois mais importante que audiência é que o(s) espectador(es) saia(m) de lá com alguma mensagem útil para sua(s) vida(s).

Há alguns anos fui convidado para preferir uma palestra sobre resultados clínicos que tinha tido na aplicação de um certo método de tratamento postural. Após 5 anos de formado, seria a primeira vez que eu falaria para um grupo de pessoas que, até bem pouco tempo,  eu dividira espaço. Para mim, aquela seria a palestra que mudaria a minha vida na qualidade de Fisioterapeuta e orador.

Não me lembro bem qual era o evento, mas não importava, me preparei, cheguei cedo e  me dirigi à sala. Veio, então, a primeira constatação: fui colocado numa sala a parte do evento, escondida e com uma certa dificuldade de acesso. Dirigi-me até lá e daí a segunda constatação: havia 13 pessoas para assistir a palestra que eu tinha levado alguns anos para preparar. Sim, porque o trabalho para coleta de dados levou anos para se estabelecer. Eu disse a mim mesmo “Eu vim preparado, e vou falar”. Comecei a preparar os slides e iniciei.

Com dez minutos do primeiro slide o auditório foi começando a lotar, com 20 minutos foi necessário trazer mais cadeiras para os ouvintes, parei para acomodação, com 35 minutos havia pessoas sentadas no chão, e nos últimos 10 minutos de palestra, a porta de entrada foi fechada pois literalmente não cabia mais ninguém. Eu via pessoas do lado de fora que não podiam mais entrar. Onde, no início, menos de 15 pessoas se esparramavam pelo auditório, no final quase 400 se espremiam. Tal episódio se repetiu noutro evento, mas não dessa maneira.

Como já disse no inicio desse texto, “essa seria a palestra que iria mudar minha vida” e mudou. Desde então, que não temo mais a ausência ou lotação em minhas conferências, pois mais importante que audiência é que o(s) espectador(es) saia(m) de lá com alguma mensagem útil para sua(s) vida(s).

Luis  Henrique Cintra