O convênio não pagou, e agora?

Em minhas palestras sobre Empreendedorismo na Saúde costumo utilizar sempre a palavra “cliente”. Classifico, esse, como aquele que paga por seus serviços.

Sempre que falamos sobre remuneração fazemos alusão aos baixos valores cobrados por alguns profissionais, “desvalorizando” as categorias que estudaram tanto para se qualificarem. Contudo, não há como falar de remuneração sem mencionar de um dos clientes mais “complicados” e, ao mesmo tempo, “desejados” em nosso meio.

As OPS, ou, como chamamos, os Planos de Saúde, mesmo sendo regulados por Agências Federais(ANS) estão livres, assim como nós, para negociar os preços pelos serviços prestados por empresas e profissionais liberais da saúde. Lembrando, no entanto, que preço não é valor…

As Entidades de Classe não possuem nenhum poder, junto às Operadoras, de implementação, cobraça ou multa frente a qualquer contrato. Contudo, a mobilização, esclarecimento e algum apoio jurídico pode ser bem útil aos prestadores de serviço(físicos e jurídicos).

Um dos grandes problemas nesse relacionamento comercial é quando os convênios não pagam. Caso a renda que tal empresa gera para as clínicas/profissionais seja superior a 40% do faturamento total, o risco de prejuízo irreversível será constante. Porém, em épocas de crise financeiras, há uma forte tendência de firmar tais parcerias.

O não pagamento, muitas vezes, se dá meramente por problemas burocráticos e/ou tecnológicos. A implantação de sistemas de gerenciamento poderá contribuir muito para evitar tal situação.

Outra alternativa seria de “controlar” a expansão desse tipo de cliente em seu serviço, contudo é preciso não ferir as regras contratuais impostas pela ANS nem o Código de Ética determinado pelos Conselhos.

Luis Henrique Cintra