• Os barquinhos, reflexão sobre a vaidade.

    SONY DSCEra uma vez um barquinho chamado CONHECIMENTO. Conhecedor dos 7 mares ele ficava horas imaginando como seria entrar mar a dentro, pois, como se dedicava muito na busca do saber não tinha tempo para praticá-lo.

    Certo dia surgiu uma jangada chamada PRÁTICA. Essa sim, realizava todas as manobras no mar e logo chamou a atenção do CONHECIMENTO. Ela, embora muito decidida, não sabia como chegar aos seus objetivos, pois preocupava-se somente na realização das manobras marítimas e nunca com o planejamento.

    Os 2 começaram a namorar e as coisas corriam bem, mas a VAIDADE que andava perambulando solitária pelo mundo seduziu os 2 com um mapa muito bonito chamado ÍMPETO. Esse era tão poderoso que cegava e ensurdecia quem o utilizasse.

    O CONHECIMENTO foi o primeiro a ser fisgado. Dizia ele, agora, não depender mais da PRÁTICA. Porém, bastou uma tempestade branda que esse quase naufragou. Com muito esforço conseguiu chegar em terra firme.

    A PRÁTICA resolveu se aventurar muitas milhas da costa. O ÍMPETO substituiria o CONHECIMENTO, e isso seria suficiente, mas se viu perdida sem saber como voltar. Foi por pura sorte que um vento a jogou em terra firme depois de 1 semana a deriva em alto mar.

    Um tempo depois um sábio ouvindo a história de amor se desfazer pela VAIDADE passou a aconselhar os jovens lhe entregando um talismã chamado HUMILDADE. Dividido em 2 partes iguais o mesmo só teria poder se ambos permanecessem juntos. Quando o CONHECIMENTO e PRÁTICA não andam de mãos dadas surge a VAIDADE mostrando que o ÍMPETO é o melhor caminho, mas ainda bem a HUMILDADE os mantém unidos para navegarem sem parar levando paz e harmonia para toda a humanidade.

    Um abraço,

    Luis Henrique Cintra


  • Caminhando juntos.

    fisioterapeuta

    A história das profissões é tão antiga quanto a história da humanidade. Somos o que resolvemos fazer diariamente. Assim sendo, nossas atividades profissionais vão muito além de meras ocupações para gerar dinheiro, mas caracteriza o nosso papel no mundo.

    Atualmente, a Fisioterapia no Brasil está em franca evolução. Não me limitarei, aqui, em descrever avanços científicos, pois esses já são bem notórios, mas de conquistas políticas e sociais que nos firmam como verdadeiros profissionais da saúde.
    Se um dia fomos técnicos, hoje não mais. Se um dia dependemos de encaminhamentos com receitinhas, hoje não mais. Se um dia éramos “empregados” que tínhamos que seguir o que o “chefe” mandava, hoje somos PROFISSIONAIS LIBERAIS, FISIOTERAPEUTAS EMPRESÁRIOS que geram emprego e renda, contribuindo, dessa forma, para o crescimento de nosso país.

    O MOVIMENTO ASSOCIATIVO NA FISIOTERAPIA é uma realidade, e AQUELE QUE NEGLIGÊNCIA ISSO perderá uma excelente oportunidade de VERDADEIRAMENTE CONTRIBUIR para NOSSA PROFISSÃO. Pensamentos podem até inspirar, palavras, podem até convencer, mas somente gestos consolidam nossos planos.

    Não devemos esperar a atitude ou o exemplo de ninguém para criarmos nossa independência. Pois, isso, na essência já é uma dependência.

    Por tudo isso faço aqui o meu apelo a todos os ACADÊMICOS, COORDENADORES DE CURSO, FISIOTERAPEUTAS E EMPRESÁRIOS DA FISIOTERAPIA – VAMOS CAMINHAR JUNTOS, POIS, CONQUISTAS ISOLADAS SÃO MOMENTÂNEAS, MAS CONQUISTAS COLETIVAS SÃO ETERNAS.

    Um abraço,

    Luis Henrique Cintra


  • Falando um pouco sobre Fisioterapia Profissional

    Fisioterapia_Profissional

    A Fisioterapia começou a ser praticada no Brasil no final do século XIX no Rio de Janeiro na “Casa das Duchas”, idealizada pelo médico Arthur Silva. No início do século XX, mas precisamente em 1919, foi fundado o Departamento de Eletricidade Médica pelo professor Raphael de Barros na Faculdade de Medicina da USP.

    Passaram 10 anos e em 1929 foi fundado o Serviço de Fisioterapia do Instituito Radium Arnaldo Vieria de Carvalho pelo Dr.Waldo Rolim de Morais no local do hospital Central da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Naquela época, os médicos eram os profissionais que realizavam os procedimentos fisioterapêutico.

    Com o aumento do número de pacientes, foi observado que esses profissionais precisavam de “auxiliares” que conduziriam o paciente ao longo dos procedimentos prescritos. Então, em 1951, Waldo Rolim de Morais planejou o 1º curso de Fisioterapia do Brasil com o objetivo de formar técnicos em fisioterapia, funcionava no 7º andar do instituto da criança. O curso era dão pelos próprios médicos do hospital. Os alunos eram avaliados por médicos e enfermeiros.

    Esse curso permaneceu até 1958. Em 1956 a Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação, no Rio de janeiro, cria o primeiro curso de Fisioterapia de nível superior do país, no Rio de Janeiro. Podemos relatar que tanto o surto de Polimielite como a 2º Guerra mundial foram grandes molas na criação da profissão de Fisioterapeuta.

    No inicio dos anos 60, um parecer do MEC forneceu as primeiras exigências curriculares para o curso de “técnicos em reabilitação”. A fisioterapia acabou sendo reconhecida como profissão no final dos anos 60, para se mais preciso pelo decreto 938 de 13 de outubro de 1969. Atualmente, a fisioterapia completa 44 anos de regularidade e vem ganhando um espaço muito importante na saúde pública.

    Infelizmente, existem grupos que ainda não conseguiram entender a verdadeira importância do profissionalismo em nossa área. Acadêmicos de fisioterapia, mal informados, lotam as grandes clínicas de fisioterapia e realizam procedimentos sem a devida supervisão legal. Se comportam na realidade como os “auxiliares de fisioterapia” do começo do século XX. É preciso que o usuário do serviço de saúde suplementar não aceite essa situação, pois são inúmeros os erros cometidos por esses “falsos profissionais” que ”iludidos” abandonam os conceitos acadêmicos, e se especializam em ligar e deslizar equipamentos.

     

    Luis Henrique Cintra


  • Como ter sucesso na Fisioterapia.

    Fisioterapia_1

    O Fisioterapeuta passou, desde a criação de sua profissão, por inúmeros obstáculos que o fortaleceram na busca de um ideal de autonomia financeira. Avanços científicos inquestionáveis, participação política, chefias e reconhecimento da população.

    O Fisioterapeuta, hoje, se apresenta como um profissional de vanguarda na saúde sendo imprescindível no âmbito primário, secundário e terciário. Limitado inicialmente a grandes Centros de Reabilitação depois em Clínicas de Reabilitação onde médicos eram proprietários, o Fisioterapeuta, atualmente, é proprietário de consultórios ou clinicas de especialidades nunca antes mencionadas ou imaginadas.

    Contudo, independente da área de atuação, especialidade ou tipo de negócio (consultório, clínica, hospital, franquias, academias etc), o Fisioterapeuta, como qualquer prestador de serviço, deve ter a necessidade do preparo empresarial para que não compre gato por lebre.

    Atenção para os negócios fantásticos, os métodos infalíveis ou as oportunidades únicas pois o mercado é implacável com amadores. Antes de aplicar seus recursos, pense no tipo de paciente que deseja atender, na área da cidade que vai atuar, nos possíveis concorrentes e no valor compatível com seus conhecimentos de custos fixos e variáveis do seu negócio. Somente assim você terá o sucesso merecido.

    Um abraço,
    Luis Henrique Cintra


  • Fisioterapeutas, somos uma classe.

    Chiropractor stretching a woman's arm in a room

    Tenho observado ao longo de minha vida acadêmica e profissional que a conceituação política de nossa classe não é bem aceita pelos que a compõem. Observo alunos entusiasmados sentados nos bancos de faculdade ávidos por conhecimento, e fisioterapeutas ávidos por uma independência financeira que parece se concentrar em apenas “alguns” de nossa classe.

    Acredito que o papel das ENTIDADES DE CLASSE NUNCA DEVE SE LIMITAR À CONGREGAÇÃO DOS PROFISSIONAIS, pois muitos desses ficam se perguntando “o que vocês tem feito pela gente” quando se encontram sozinhos no mercado, e enfrentando uma realidade que nunca imaginaram.

    As associações, sindicatos e conselhos devem visitar as universidades mensalmente, alertar os alunos sobre os direitos e deveres de nossa classe, somente assim os futuros profissionais poderão se sentir mais a vontade na hora de pagar suas anuidades.

    Devemos ser apenas “UMA CLASSE”, e não acadêmicos estagiando ilegalmente e profissionais cobrando valores que não condizem com suas necessidades. Somos um inteiro.

    Um abraço,

    Luis Henrique Cintra


  • A Fisioterapia não é a profissão do futuro…mas do presente

    Congresso_de_Fisioterapia

    Por muitos anos me dediquei a assistência de maneira integral. Embora tendo ficado 4 anos na docência, não costumava frequentar congressos com muita frequência. Há 7 meses, juntamente com a Dra. Mylza Rosado e outros colegas Fisioterapeutas, participei do processo de criação da Aprecefisio (Associação dos Prestadores de Serviços de Fisioterapia do Estado do Ceará), entidade que tem como objetivo garantir a justa remuneração dos prestadores de serviços de Fisioterapia em nosso estado.

    Graças a essa entidade acabei participando do XX Congresso Brasileiro de Fisioterapia na qualidade de palestrante. A emoção de ver milhares de estudantes e profissionais nesse grande fórum é imensurável.

    Hoje, vejo que minha profissão não é mais a profissão do futuro, mas do presente. Chegamos ao amadurecimento técnico, científico e político com apenas 44 anos de regulamentação.

    Parabéns a AFB, parabéns a todas asas comissões de alunos e profissionais que dedicaram inúmeras horas de seu valioso tempo na concretização de mais um sonho para nós, Fisioterapeutas.


  • A importância da união na Fisioterapia

    SONY DSCPara que todos estejam dispostos a salvar a vida de alguém em perigo, esse alguém deve inicialmente arriscar sua vida para preservar a de todos.

    Esse aforismo recheou minha infância através de lendas contadas por Alexandre Dumas em seu clássico “Os Três Mosqueteiros”, escrito, encenado e filmado inúmeras vezes.

    Na estória, observamos 3 guardas e 1 aprendiz que são leais ao Rei da França e lutam contra o terrível e manipulador Armand Jean du Plessis, Cardeal de Richelieu.

    O que nós, após 300 anos, podemos extrair desse conto de fadas? Será que esse conto pode ser aplicado em nossas relações atuais?

    Quem o conhece sabe que cada um dos mosqueteiros tinha uma “queda” por alguma coisa, fosse: mulheres, fortuna, vinho ou poder. Enfim, como humanos, tinham suas fraquezas que são demonstradas com maestria por seu criador..

    A frase mais famosa é dita quando tomam alguma decisão importante, tipo salvar suas vidas: “Um por todos e todos por um”. Sendo muito mais que um jogo de palavras, essa frase pode exprimir o sucesso de toda e qualquer empreita no trabalho de equipe. Todos, Os Mosqueteiros, estavam dispostos a abrir mão de suas preferências em prol do grupo.

    Diariamente, acessando meus e-mails e redes sociais vejo meus amigos ACADÊMICOS, PROFESSORES, MARKETEIROS, PROFISSIOANAIS e POLÍTICOS da FISIOTERAPIA falando da NECESSIDADE DE UNIÃO. Mas será as palavras ditas podem realmente nos unir?

    Frases soltas ao vento não tem o efeito desejado, acabam sendo somente um alívio de nossas responsabilidades individuais. A gente quer que a iniciativa comece no outro. Porém, ao verificar as palavras Dummar, verifico: PARA QUE TODOS ESTEJAM DISPOSTOS A SALVAR A VIDA DE ALGUÉM EM PERIGO, ESSE ALGUÉM DEVE INICIALMENTE ARRISCAR SUA VIDA PARA PRESERVAR A DE TODOS.

    Como nós, Fisioterapeutas, somos muito jovens, somos impetuosos e arrogantes, acreditando por conseqüência, que conseguiremos a nossa autonomia sozinhos. É claro que não falamos isso, ao contrário, sempre nos mostramos dispostos a aceitar a decisão da maioria, porém na prática, preferimos ficar sobre o guarda chuva da minoria, a humanidade é a mesma.

    Aristóteles tem uma frase imortal: “Somos o que fazemos. A excelência, portanto, não é um feito, mas um hábito. Seja você a mudança que deseja no mundo. Falar, qualquer um fala. Tenha atitudes que inspirem confiança nos outros, somente assim conseguiremos nossa autonomia e seremos protegidos quando for necessário.

    Ser Líder não é convencer seus subordinados para realizar o impossível, mas estar presente e dividir o sangue, suor e lágrimas derramados quando se tentou o fazer o possível.

    Quem se diz livre dentro da massa manipulada age como manipulador da esperança e não como líder.

    Até a próxima postagem,

    Luis Henrique Cintra


  • Pequenos conselhos para empreender em Fisioterapia

    fisioterapeutas_empresários

    1) CORAGEM: Antes de começar qualquer projeto entenda que o mais importante não é o dinheiro que vai ser investido ou ganho, mas a vontade que você tem para sua realização profissional.

    2) ESTRUTURA: os clientes adoram que você se estruture. O cliente não paga necessariamente pelo serviço, mas, pelo que ele vê.

    3) TÉCNICA: seja prudente, essa é a palavra para que qualquer técnica seja eficaz. Nem todo cliente vai aceitar uma manipulação cervical de bom grado.

    4) ÉTICA: nunca, repito, nunca, caia na tentação de criticar seus concorrentes, mesmo que eles sejam terríveis com você. Muitos clientes adoram o jogo de leva e traz. A fofoca é mais importante que o alívio da dor. Tenha certeza que se ele, o cliente, fala mal de seu concorrente, um dia falará mal de você.

    5) PESSOAL: não pense que sua recepcionista ou sua zeladora é MBA em gestão. Nunca deixe responsabilidades suas em mãos que devem servir para outra coisa.

    6) TREINAMENTO: ninguém é tão ignorante a ponto de não conseguir ensinar algo ou tão inteligente a ponto de não precisar aprender algo.

    7) COMUNICAÇÃO: não confie na memória, ela dá tilt. Informatize seu negócio. Seu banco de dados vale ouro depois de um tempo.

    8) MARKETING: você nunca será tão bom a ponto de não precisar informar às pessoas que existe, mas não esqueça que o anúncio deve ser a ameixa do bolo e não os ingredientes.

    9) RENOVAÇÃO: renovar não significa a abandonar algo para ir para o que é da moda. Incremento deve vir com a experiência e senso crítico. Quando alguém for lhe vender algo fantástico procure saber se ela realmente usa aquilo como fala ou se está apenas “vendendo”.

    10) DINHEIRO: comparo isso a KATANA, ou espada samurai. Você pode vencer todos os seus inimigos com o seu uso, mas são necessários anos de prática. Quem brinca com essa arma, sempre, sempre se fere.

    Um abraço,
    Luis Henrique Cintra


  • Fisioterapeuta Empresário, eu?

    DSC09335Há 30 anos não havia Fisioterapeutas com 30 anos no mercado. Não é nenhuma novidade lembrar que recursos físicos são utilizados desde os primórdios da humanidade, mas mesmo depois regulamentação de nossa profissão ainda temos muito que aprender como empresários ou profissionais liberais.

    Trabalhamos inicialmente nos grandes centros de reabilitação, depois éramos funcionários de grandes clínicas onde médicos, normalmente, eram donos. Começamos atender em domicílio, era o começo de nossa autonomia, demos então um grande passo, criamos nossas clínicas. Hoje nos dividimos entre estúdios, academias, domicílio, faculdades, organização de cursos e franquias.

    Não há como negar a evolução técnico-científica da Fisioterapia. A paixão pelo que fazemos fez surgir inúmeros negócios em nossa área, mas, será que nos planejamos para isso?

    Diariamente vejo colegas entusiasmados na criação de seus espaços e ao mesmo tempo anúncios, nas redes sociais, de outros colegas vendendo seus equipamentos e tentando outra coisa na vida. Talvez, o brilho da paixão possa estar ofuscando àqueles que, no momento de falar de negócios, precisam olhar focados em seus objetivos.

    É preciso habituar-se a uma nova linguagem: planejamento, capital de giro, IRPJ, rentabilidade, marketing etc. Ousar sim, arriscar perder, nunca. Foram-se os tempos em que as coisas eram feitas “na marra”. Agir sempre estrategicamente, não preocupando-se somente em captar, mas em fidelizar clientes, pensar que o cliente deve ser cuidado 24 horas por dia, 365 dias por ano. Somente assim, podemos dizer que chegamos em nossa maturidade empresarial.

    Um abraço,