• Séria Contabilidade – O que é IRPJ?

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    O IRPJ nas empresas de LUCRO PRESUMIDO corresponde a 4,8% do faturamento bruto. Esse valor pode ser cobrado na fonte(notas fiscais) ou através de Darfs.

    O governo federal presume que algumas empresas de saúde não optantes do SIMPLES devem possuir um lucro de 32%(enquadramento no LUCRO PRESUMIDO). Desse valor, a empresa é tributada em 15%, o que no final de tudo a tributação gira em torno de 4,8% do faturamento bruto. Isso corresponde a 4,8% do faturamento bruto e surgirá na emissão das notas fiscais no mês.

    Ele é trimestral, porém, às vezes, é cobrado, em parte, na fonte, quando no pagamento de algumas Operadoras de Planos de Saúde. Os meses de pagamento do IRPJ são: ABRIL (janeiro + fevereiro + março), JULHO (abril + maio + junho), OUTUBRO (julho + agosto + setembro) e JANEIRO (outubro + novembro + dezembro). Sugiro sempre que esse imposto seja pago mensalmente para que não gere acúmulo no período.

    Abordaremos em posts futurosas diferentes alíquotas para cada tipo de empresa na saúde

    Até a próxima postagem,

    Luis Henrique Cintra


  • Provisione para não ser pego de surpresa

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    Reservando valores para o pagamento dos custos fixos e variáveis de seu negócio, você acumulará um maior capital de giro no futuro livrando-o consequentemente dos temíveis juros bancários.

    Em qualquer negócio, nada pode ser tão desconfortável como uma gasto que não estava previsto. É lógico que não poderemos prever todas as situações, mas a negligência sobre o cotidiano pode nos custar não apenas alguns reais, mas, o nosso próprio negócio.  Por isso devemos tentar  desenvolver o habito de PROVISIONAR.
    Usaremos como exemplo o pagamento do décimo terceiro salário por esse ser mais didático. Imaginemos que sua folha de pagamento mais encargos seja de R$ 3600,00 (três mil e seiscentos reais). Esse valor deverá ser dividido por 12 e provisionado numa conta a parte logo a partir de janeiro, ou seja, todos os meses, além do pagamento normal de sua folha você precisaria provisionar R$ 300,00 para pagar o décimo de seus funcionários.
    A provisão poderá ser feita com diferentes objetivos. Reservando valores para o pagamento dos  custos fixos e variáveis de seu negócio, você acumulará um maior capital de giro no futuro livrando-o consequentemente dos temíveis juros bancários.

    Luis Henrique Cintra


  • Série Contratos – RN 363, artigo 3.

    O contrato é o instrumento que garante, para os 2 lados, que os serviços sejam legalmente assegurados. A ANS, não levará em questão reclamações onde os contratos não estejam devidamente assinados por ambas as partes. Daí, a importância para o prestador de serviços de saúde conhecer ou pelo menos frequentar entidades de classe que podem, de alguma forma, lhe informar sobre o que os contratos rezam.
    O contrato é o instrumento que garante, para os 2 lados, que os serviços sejam legalmente assegurados. A ANS, não levará em questão reclamações onde os contratos não estejam devidamente assinados por ambas as partes. Daí, a importância para o prestador de serviços de saúde conhecer ou pelo menos frequentar entidades de classe que podem, de alguma forma, lhe informar sobre o que os contratos rezam.

    A RN 363 dispõe sobre as regras para celebração dos contratos escritos firmados entre as operadoras de planos de assistência à saúde e os prestadores de serviços de atenção à saúde e dá outras providências.

    CAPÍTULO II – DOS CONTRATOS ESCRITOS

    Art. 3º As condições de prestação de serviços de atenção à saúde no âmbito dos planos privados de assistência à saúde por pessoas físicas ou jurídicas, independentemente de sua qualificação como contratadas, referenciadas ou credenciadas, serão reguladas por contrato escrito, estipulado entre a Operadora e o Prestador.

    Comentário: O contrato é o instrumento que garante, para os 2 lados, que os serviços sejam legalmente assegurados. A ANS, não levará em questão reclamações onde os contratos não estejam devidamente assinados por ambas as partes. Daí, a importância para o prestador de serviços de saúde conhecer ou pelo menos frequentar entidades de classe que podem, de alguma forma, lhe informar sobre o que os contratos rezam.

    Abraço a todos

    Luis Henrique Cintra
    Fisioterapeuta Consultor


  • E o salário, quanto é?

    O  valor de sua hora de trabalho deve relacionar-se a importância que você tem para empresa, ou melhor, à importância que você tem para os clientes que atende.
    O valor de sua hora de trabalho deve relacionar-se a importância que você tem para empresa, ou melhor, à importância que você tem para os clientes que atende.

     Ao  escolher uma carreira como profissional de saúde é comum perguntarmos aos mais antigos: Quanto é o salário? Paga bem? O que você conseguiu ter sendo isso ou aquilo? Enfim, o preço pelo nosso esforço merece ser compensado, porém, será que seguimos o caminho certo para isso?

    Uma prática comum, porém extremamente danosa, em minha opinião, é o pagamento via percentual sobre o “valor que o convênio paga”. O profissional deve ser pago pela disponibilização de seu trabalho, de seu tempo. O que uma OPS paga é de responsabilidade da empresa e não de quem presta serviço. Da mesma forma, o reajuste dos valores conseguidos pelas empresas não deve relacionar-se com o reajuste da hora daquele profissional. Esse deve basear-se na importância e mérito do mesmo.

    O profissional que entra no mercado após sua graduação fica extremamente inseguro frente a realização das atividades que sua profissão exige. Costumo dizer que o mais importante, no início, não será o seu conhecimento técnico, mas a sua capacidade de assumir compromissos: chegar no horário, focar-se no cliente, ter postura e bom relacionamento com a equipe.

    Se você ficar baseando-se essencialmente no que diz a lei, será pela lei que você terá o seu retorno, isso o engessa com o passar dos anos. O  valor de sua hora de trabalho deve relacionar-se à importância que você tem para empresa, ou melhor, à importância que você tem para os clientes que atende.

    Para que o trabalhador da saúde tenha um referencial é interessante conhecer as convenções coletivas disponibilizadas nos sites dos sindicatos de cada categoria por Estado.

    Quem sabe, se fizéssemos a pergunta: como eu posso ganhar o que é justo pelo meu trabalho? Pudéssemos, assim, construir uma carreira pautada pela ética e meritocracia.

     

    Luis Henrique Cintra


  • A borboleta rosa.

    Quanto mais voava, mais suas asas cresciam, destacando-se, assim, de suas amigas, que animavam-se por serem, simplesmente, admiradas pelos habitantes do jardim.

    Era uma vez uma pequena lagarta, branquinha como neve. Astuta e destemida, esse pequeno inseto locomovia-se rapidamente por toda a árvore que lhe dava abrigo e comida. O tempo passou, e, após o período de incubação, ela abriu 2 belas asas começando a sobrevoar o jardim que habitava.

    Era incrível, pois, A BORBOLETA ROSA, mesmo conhecendo tudo e todos, começou enxergar um novo mundo, visto, agora, por outro ponto de vista. Quanto mais voava, mais suas asas cresciam, destacando-se, assim, de suas amigas, que animavam-se por serem, simplesmente, admiradas pelos habitantes do jardim.

    A BORBOLETA ROSA estava sempre pronta para ajudar qualquer bicho, mas, devido às enormes asas poucos a acompanhavam quando essa desejava, simplesmente, passear pelo jardim. Por isso, era comum vê-la com bichos de outros jardins ou então pousada no ponto mais alto da região, onde somente os pássaros habitavam.

    Certo dia, numa de suas viagens solitárias, a borboleta escutou um barulho estranho, que vinha da terra. Ela desceu para saber o que era, e conheceu o PEQUENO GRILO. Ficaram amigos e após alguns meses, ela, já sentindo-se mais íntima, teve, com esse, uma longa conversa:

    – Poxa, sabia que esse som que você faz é muito legal.

    – Sim, é a forma que me comunico com meus amigos.

    – Como assim, amigos? Eu só o vejo sozinho.

    – Não preciso tê-los ao meu lado, mas sentí-los no coração.

    – E como você sabe que eles gostam de você também?

    – Eu os escuto, é por isso que no jardim, nossas canções são intermináveis. Conversamos mesmo sem nos vermos.

    – Eu não sei cantar.

    – É, eu não sei voar. Mas o som é transmitido por ondas, e o bater de suas asas também o gera, só que nem todos poderão ouvir.

    – E como saberei quem está ouvindo.

    – Se eu soubesse, seria um grilo voador.

    – Rsrsrsrsrs, besta.

    – Muitos pássaros gostam de voar comigo…

    – Poxa, você tá podendo hein, só tirando onda!

    – Por quê?

    – Os pássaros cantam, voam e ainda são belos. Se eles sentem-se bem com você, é porque a consideram importante.

    – Mas eu queria que minhas amigas do jardim voassem comigo.

    – Aquilo que lhe deu liberdade, suas asas, pode ser o motivo disso não acontecer.

    – O que devo fazer? Devo cortá-las?

    – Jamais, mas voe conforme o grupo.

    – Mas voar baixo é muito sem graça.

    – A vida é feita de escolhas, amiga borboleta. Eu adoro fazer barulho, mas se eu o fizer sempre o sapo me come.

    – Buorpp, alguém me chamou????

    – Eita, hora de dá no pé….fui.

    – E eu também….kkkkkkkk.

    Luis Henrique Cintra

    Consultoria em Serviços de Saúde


  • O que são custos fixos?

    Custos Fixos não se relacionam com a atividade.
    Custos Fixos não se relacionam com a atividade.

    Há uma certa interpretação errada frente aos custos fixos de uma empresa. Fala-se que custo fixo é aquele que não muda, na realidade não é bem assim. Chamamos custos fixos aqueles que não se relacionam diretamente com a prestação de serviços de saúde em si, ou então, contribuirão de maneira muito pequena para isso.

    Utilizaremos esse conhecimento para calcularmos, por exemplo, quando gastamos por hora com o pagamento do aluguel. Imagine que esse seja de R$ 1200,00 e que seu consultório funciona por 20 dias úteis no mês e por 8 horas diárias. No final, veremos que você paga R$ 7,50 por cada hora de aluguel a cada mês, o mesmo acontecerá com os gastos com energia, telefone, água, luz e folha de pagamento, dentre outros.

    Por isso, temos que ser altamente rigorosos com o tempo. Quanto menos disponíveis somos, mais caro, para nós, torna-se nossa hora.

    Um abraço,
    Luis Henrique Cintra


  • Sazonalidade na prestação de serviços de saúde

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    As vezes, o pagamento vindo das OPS leva em torno de 60 a 90 da data do inicio de tratamentos seriados.(psicoterapia, fisioterapia etc.)

    O termo Sazonalidade relaciona-se ao período em que o fluxo de serviço prestados numa empresa de saúde diminui. Não devemos confundir tal termo com a presença de dinheiro em caixa.

    Na psicologia, por exemplo, a prestação dos serviços normalmente se dá de maneira seriada. É comum que as clientes não compareçam em “dias imprensados” de feriados, por exemplo. É comum também que o fluxo de atendimentos na semana do Natal, também, diminua. Contudo, para os serviços que trabalham com “dor” e principalmente a “dor aguda” tais situações podem inverter e aquelas instituições que  “abrirem suas portas” estarão apresentando um diferencial.

    O recebimento de valores pode acontecer ou não nos períodos de sazonalidade baixa, isso acontece justamente com o pagamento vindo das Operadoras de Planos de Saúde que levem em torno de pelo menos 60 ou 90 dias para pagar a partir do início dos atendimentos

    O dinheiro em caixa poderá aumentar também justamente quando os serviços são vendidos à vista  e diretamente aos consumidores. Esse, ajuda no pagamento das contas mensais contudo na grande maioria dos serviços de saúde esses valores não ultrapassam, infelizmente, 30% do faturamento total.

    O estudo da sazonalidade pode ser de suma importância no planejamento financeiro ou logístico da empresa de prestação de serviços de saúde. Redução de custos fixos, planejamento, marketing e estudo de provisões poderão nos ajudar a passar por tal período, sendo portanto uma boa época para estudarmos como nossa empresa está caminhando.

    Luis Henrique Cintra


  • Fisioterapeuta – Garanta sua vaga no mercado.

    20150327_blog_mercado
    Capacidade de assumir compromissos é a chave para se entrar no mercado com Fisioterapeuta.

    Pelas palestras e eventos, que organizo e participo, vejo jovens, ávidos por conhecimentos, sejam técnicos, sejam de vida, lotarem os auditórios na busca de uma tão sonhada autonomia, que, infelizmente, muitas vezes é cerceada pelo mercado.

    Nada adiantará, aqui nesse momento, discorrer sobre a realidade junto as OPS(Operadoras de Planos de Saúde), entidades que nunca respeitaram nossa palavra e que gastam menos de 1% de seu faturamento no pagamento de nossos honorários. Um dia, e por isso lutar, o Fisioterapeuta entenderá que tais entidades somente existem, de direito, se ofertarem nossos serviços. O custo para essas é tão baixo que é preferível contratar empresas prestadoras de serviços que verticalizar o serviço(ter uma equipe própria) dentro de seus estabelecimentos.

    Em esferas superiores ganhos fantásticos já foram garantidos. Estamos no SIMPLES em 2015, tivemos nossos direitos assegurados com o veto parcial sobre o ATO MÉDICO, estamos na ANS e a cada dia temos mais mestres e doutores em Fisioterapia. Nos resta, contudo, o espírito corporativista, a visão empreendedora, a VONTADE DE SER AUTÔNOMO e NÃO EMPREGADO, ai sim teremos o que merecemos.

    O acadêmico de Fisioterapia ou aquele que está iniciando suas atividades precisa entender que o que irá garantir sua vaga no mercado NÃO SERÁ O SEU CONHECIMENTO TÉCNICO, mas a CAPACIDADE DE ASSUMIR E HONRAR COMPROMISSOS.

    Luis Henrique Cintra


  • Série Contratos – Empresário da saúde, atenção aos contratos.

     

    Todo proprietário de um serviço de Saúde deve, antes de assinar qualquer contrato com as OPS, ficar atento as resoluções RN 363, RN 364 e RN 365 da ANS.
    Todo proprietário de um serviço de Saúde deve, antes de assinar qualquer contrato com as OPS, ficar atento as resoluções RN 363, RN 364 e RN 365 da ANS.

    No último dia 16 de dezembro/2014 entrou em vigor a LEI 13003 sancionada pela Presidente Dilma que “Altera a Lei no9.656, de 3 de junho de 1998, que dispõe sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde, com redação dada pela Medida Provisória no2.177-44, de 24 de agosto de 2001, para tornar obrigatória a existência de contratos escritos entre as operadoras e seus prestadores de serviços.”

    Todo proprietário de um serviço de Saúde deve, antes de assinar qualquer contrato com  as OPS, ficar atento as resoluções RN 363, RN 364 e RN 365 da ANS(Agência Nacional de Saúde).

    Estaremos começando nesse espaço um nova série de publicações que visam comentar os artigos, parágrafos, incisos e seções de de cada uma das resoluções supra citadas. Assim, contribuiremos para que o leitor, proprietário de um negócio em saúde, possa decidir o que é melhor para sua empresa embasado na lei.

    Luis Henrique Cintra
    Fisioterapeuta Consultor