Salário – Muito para quem paga, pouco para quem recebe.

2016_02_12_salarioUma das tarefa mais difíceis para o empresário da saúde está no pagamento de salário para seus  colaboradores. Não é novidade que a folha de pagamento numa empresa prestadora de serviços dessa área está entre os cinco ítens mais caros e não é a toa que circula no congresso nacional projeto de lei visando a terceirização de mão de obra. Abordaremos nesse post uma metodologia para que possamos quantificar o pagamentos de salários para os profissionais de saúde.

1) Verifique se você tem a necessidade daquele profissional. Isso parece óbvio, porém, um estudo do mercado se faz necessário para que contratemos um profissional por aquilo que a empresa possa comportar. NUNCA CONTRATE OU FAÇA PARCERIAS POR CONVENIÊNCIA.

2) Certifique-se com o profissional qual seria a sua capacidade laboral sem que haja comprometimento da qualidade do serviço, o PARÂMETROS ASSISTENCIAIS podem ser um guia..

3) Calcule o custo da hora de funcionamento de seu estabelecimento tendo ou não atendimento prestado(custos fixos).

4) Calcule o custo variável que você poderá de acordo com o volume de atendimentos prestados. Lembre-se que, teoricamente, todos os atendimentos serão tributados.

5) Nunca esqueça que além do que é pago ao trabalhador existem ainda os encargos sociais.

6) Veja com seu contador qual melhor regime tributário a ser enquadrado, o SIMPLES foi uma grande conquista para algumas empresas de saúde como as prestadoras de serviços de Fisioterapia.

8) Seja cordial com seus funcionários, mas nunca dependente.

9) Verifique junto ao sindicato da categoria o piso salarial garantido pela convenção coletiva.

10) A melhor forma de tornar-se invisível ao Estado é fazer sempre a coisa certa.

É muito comum, em empresas iniciantes, que se pague um percentual sobre o atendimento. O proprietário resolve isso acreditando que o profissional se estimulará em captar os clientes. Minha experiência aponta isso como um erro, percentual sobre atendimento somente deve ser pago após os custos fixos gerados pelo atendimento terem sido cobertos. Ao invés disso, um sistema de metas pode ser uma boa alternativa.

Abraço a todos,

Luis Henrique Cintra