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  • Você quer um emprego?

    2016_01_16_bom_empregoSempre que convidado para palestrar me sinto revigorado em poder falar para um certo grupo de pessoas sobre algo que vivencio. Cada plateia é única, mas, a dúvida, o descrédito, a indiferença, e, até, a esperança é comum em todas.

    O Setor Saúde sofre mudanças importantes e é preciso entendê-las para o ingresso no mercado seja menos  traumático. Embora esteja descrito em nossa Constituição – “A saúde é direito de todos e dever do Estado (art 196)”- tal realidade,ainda parece utópica para maioria de nossa população. Esperar políticas públicas para atingir o sucesso como profissional pode não ser uma boa ideia.

    Infelizmente, é bem notório que as instâncias governamentais cada vez mais realizam “seleções” e não “concursos públicos, isso causa grande instabilidade para o desenvolvimento de uma carreira mais duradoura por tais lugares.

    A remuneração paga por empresas privadas fica diretamente relacionada aos valores pagos pelas OPS causando, por fim, precariedade frente aos direitos trabalhistas.

    O profissional de saúde do futuro deve:

    • Ser apto a exercer suas habilidades e competências sem esperar que alguém o mande
    • Reciclar-se por livre iniciativa
    • Entender dos custos indiretos que a sua contratação formal gera
    • Agir com ética, mas com proatividade
    • Atender primeiro às necessidades do cliente
    • Focar-se em resultados e não detalhes
    • Ser DISPONÍVEL
    • Desenvolver a habilidade de adaptar-se
    • Ser cumpridor de horários

    Enfim, para se ter um bom emprego o profissional deve comportar-se como LIBERAL e não replicador de procedimentos.

     

    Abraço a todos

    Luis Henrique Cintra


  • E o salário, quanto é?

    O  valor de sua hora de trabalho deve relacionar-se a importância que você tem para empresa, ou melhor, à importância que você tem para os clientes que atende.
    O valor de sua hora de trabalho deve relacionar-se a importância que você tem para empresa, ou melhor, à importância que você tem para os clientes que atende.

     Ao  escolher uma carreira como profissional de saúde é comum perguntarmos aos mais antigos: Quanto é o salário? Paga bem? O que você conseguiu ter sendo isso ou aquilo? Enfim, o preço pelo nosso esforço merece ser compensado, porém, será que seguimos o caminho certo para isso?

    Uma prática comum, porém extremamente danosa, em minha opinião, é o pagamento via percentual sobre o “valor que o convênio paga”. O profissional deve ser pago pela disponibilização de seu trabalho, de seu tempo. O que uma OPS paga é de responsabilidade da empresa e não de quem presta serviço. Da mesma forma, o reajuste dos valores conseguidos pelas empresas não deve relacionar-se com o reajuste da hora daquele profissional. Esse deve basear-se na importância e mérito do mesmo.

    O profissional que entra no mercado após sua graduação fica extremamente inseguro frente a realização das atividades que sua profissão exige. Costumo dizer que o mais importante, no início, não será o seu conhecimento técnico, mas a sua capacidade de assumir compromissos: chegar no horário, focar-se no cliente, ter postura e bom relacionamento com a equipe.

    Se você ficar baseando-se essencialmente no que diz a lei, será pela lei que você terá o seu retorno, isso o engessa com o passar dos anos. O  valor de sua hora de trabalho deve relacionar-se à importância que você tem para empresa, ou melhor, à importância que você tem para os clientes que atende.

    Para que o trabalhador da saúde tenha um referencial é interessante conhecer as convenções coletivas disponibilizadas nos sites dos sindicatos de cada categoria por Estado.

    Quem sabe, se fizéssemos a pergunta: como eu posso ganhar o que é justo pelo meu trabalho? Pudéssemos, assim, construir uma carreira pautada pela ética e meritocracia.

     

    Luis Henrique Cintra