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  • O medo do desempregado

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    Primeiro olhei para os céus, e vi de onde vim, depois olhei para baixo, e vi para aonde vou, em seguida olhei para trás e vi o imutável, mas quando olhei para frente… vi que ainda sou necessário.

    Era uma vez um rapaz desempregado, que não suportando mais a pressão do mercado estava, assim, à beira de uma crise depressiva.

    Um amigo empreendedor o convidou para uma cerveja, e, quem sabe, descontrair um pouco.

    – O que vou fazer de minha vida…estudei tanto, e não tenho dinheiro para pagar 2 cervejas.

    – kkkkkk, que é isso cara. Fica na paz, hoje é por minha conta.

    A inveja corria em seus ossos. Ele retrucou?

    – Você parece que nunca tem problemas…vive rindo de tudo, você não tem medo de perder seu negócio?

    – Claro que tenho, mas tento por o medo no lugar certo.

    – Como assim no lugar certo? Medo é medo.

    – Na essência sim, mas ele pode ficar à sua frente, e, daí, não o deixa seguir, ele pode ficar atrás de você, e, então, o estimula, o faz correr para que não o alcance.

    – Pois acho que o medo vive à minha frente.

    – Não, não é isso. Ele não está nem à sua frente nem atrás de você. Ele está dentro de você. Nessa posição, ele nunca o abandonará.

    – Tem razão. Você já sentiu isso?

    – Sim.

    – E como conseguiu tirar o medo de dentro de você?

    – Primeiro olhei para os céus, e vi de onde vim, depois olhei para baixo, e vi para aonde vou, em seguida olhei para trás e vi o imutável, mas quando olhei para frente… vi que ainda sou necessário. Se todos temos o mesmo destino, precisamos mudar o meio de chegar lá, assim encontremos a paz.

    Luis Henrique Cintra


  • E o salário, quanto é?

    O  valor de sua hora de trabalho deve relacionar-se a importância que você tem para empresa, ou melhor, à importância que você tem para os clientes que atende.
    O valor de sua hora de trabalho deve relacionar-se a importância que você tem para empresa, ou melhor, à importância que você tem para os clientes que atende.

     Ao  escolher uma carreira como profissional de saúde é comum perguntarmos aos mais antigos: Quanto é o salário? Paga bem? O que você conseguiu ter sendo isso ou aquilo? Enfim, o preço pelo nosso esforço merece ser compensado, porém, será que seguimos o caminho certo para isso?

    Uma prática comum, porém extremamente danosa, em minha opinião, é o pagamento via percentual sobre o “valor que o convênio paga”. O profissional deve ser pago pela disponibilização de seu trabalho, de seu tempo. O que uma OPS paga é de responsabilidade da empresa e não de quem presta serviço. Da mesma forma, o reajuste dos valores conseguidos pelas empresas não deve relacionar-se com o reajuste da hora daquele profissional. Esse deve basear-se na importância e mérito do mesmo.

    O profissional que entra no mercado após sua graduação fica extremamente inseguro frente a realização das atividades que sua profissão exige. Costumo dizer que o mais importante, no início, não será o seu conhecimento técnico, mas a sua capacidade de assumir compromissos: chegar no horário, focar-se no cliente, ter postura e bom relacionamento com a equipe.

    Se você ficar baseando-se essencialmente no que diz a lei, será pela lei que você terá o seu retorno, isso o engessa com o passar dos anos. O  valor de sua hora de trabalho deve relacionar-se à importância que você tem para empresa, ou melhor, à importância que você tem para os clientes que atende.

    Para que o trabalhador da saúde tenha um referencial é interessante conhecer as convenções coletivas disponibilizadas nos sites dos sindicatos de cada categoria por Estado.

    Quem sabe, se fizéssemos a pergunta: como eu posso ganhar o que é justo pelo meu trabalho? Pudéssemos, assim, construir uma carreira pautada pela ética e meritocracia.

     

    Luis Henrique Cintra


  • Fisioterapeuta – Garanta sua vaga no mercado.

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    Capacidade de assumir compromissos é a chave para se entrar no mercado com Fisioterapeuta.

    Pelas palestras e eventos, que organizo e participo, vejo jovens, ávidos por conhecimentos, sejam técnicos, sejam de vida, lotarem os auditórios na busca de uma tão sonhada autonomia, que, infelizmente, muitas vezes é cerceada pelo mercado.

    Nada adiantará, aqui nesse momento, discorrer sobre a realidade junto as OPS(Operadoras de Planos de Saúde), entidades que nunca respeitaram nossa palavra e que gastam menos de 1% de seu faturamento no pagamento de nossos honorários. Um dia, e por isso lutar, o Fisioterapeuta entenderá que tais entidades somente existem, de direito, se ofertarem nossos serviços. O custo para essas é tão baixo que é preferível contratar empresas prestadoras de serviços que verticalizar o serviço(ter uma equipe própria) dentro de seus estabelecimentos.

    Em esferas superiores ganhos fantásticos já foram garantidos. Estamos no SIMPLES em 2015, tivemos nossos direitos assegurados com o veto parcial sobre o ATO MÉDICO, estamos na ANS e a cada dia temos mais mestres e doutores em Fisioterapia. Nos resta, contudo, o espírito corporativista, a visão empreendedora, a VONTADE DE SER AUTÔNOMO e NÃO EMPREGADO, ai sim teremos o que merecemos.

    O acadêmico de Fisioterapia ou aquele que está iniciando suas atividades precisa entender que o que irá garantir sua vaga no mercado NÃO SERÁ O SEU CONHECIMENTO TÉCNICO, mas a CAPACIDADE DE ASSUMIR E HONRAR COMPROMISSOS.

    Luis Henrique Cintra