• Arquivo de marcações fisioterapeuta
  • Me formei em Fisioterapia, e agora…?

    2016_01_09_fisioterapeuta_recem_formadoComo já me disse uma vez meu eterno e saudoso professor da PUCCAMP José Américo da Silva: ” – Luis, não se preocupe, você dorme estudante e acorda profissional”. O medo no ultimoanista do curso de Fisioterapia é típico, pois sabe que em breve estará sendo totalmente responsável por seus atos como profissional recém formado. A primeira constatação que observamos é que o “conhecimento técnico” não será suficiente para que consigamos a credibilidade que merecemos. Minha orientação é que esse aluno procure realizar um processo de “desmame” progressivo de sua amada Faculdade, ou, pelo menos, da forma de se relacionar com os estudos realizados até aquele momento. Isso poderá ser feito através de cursos de especialização, residências, formação ou até, para quem gosta mesmo da parte acadêmica um mestrado. A definição desse caminho estará guiando no aluno rumo aquilo que ele pretende ser.

    Hoje surgem muitas oportunidades de concursos públicos. É bem verdade que o salário não é aquele que gostaríamos que fosse, mas no mínimo adquirimos experiência para algo que seja melhor. Vale ressaltar que os Crefitos estão ai para salvaguardar o direito desses concursados quando a remuneração está abaixo de valores vis.

    Alguns mais impetuosos e/ou afortunados desejam abrir logo seus negócios e ver o que vai dá. Nesse caso recomendo cautela, pois não é comum observarmos o desenvolvimento empresarial ao longo da formação fisioterapêutica. O Sebrae pode ser um bom caminho para responder tais questionamentos. Recomendo a leitura de outro texto por nós publicados: Fisioterapeuta empresário, eu? e ainda “Pequenos Conselhos para Empreender em Fisioterapia

    Não podemos deixar de mencionar também aqueles colegas que desejam trabalhar em clínicas privadas, muitas vezes, recebendo produtividade paga de acordo com os valores repassados pelas Operadoras de Planos de Saúde, veja os textos: “Fisioterapeuta é explorado ou não conhece o seu valor?” e também “Conheça o RNHF – Referencial Nacional de Honorários Fisioterapêuticos

    Um caminho muito seguido também é o Atendimento domiciliar: “Fisioterapia domiciliar pode ser uma ótima oportunidade de negócio.

    Enfim, ao longo de todo o nosso blog temos posts, colocações, comentários e dicas que podem guiar o Fisioterapeuta na busca de sua autonomia.

    Um abraço

    Luis Henrique Cintra
    Fisioterapeuta Consultor


  • Homenagem ao Dia do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional – Vereadora Cláudia Gomes.

    Homenagem_Dia_do_Fisioterapeuta
    Mais um “VIVA” para nós que transformamos músculos em esperança.

    Amigos, vamos todos à Sessão Solene em homenagem ao Dia do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional na Câmara dos Vereadores de Fortaleza, será no dia 22/10/2015, quinta-feira, às 19:00. Mais um “VIVA” para nós que transformamos músculos em esperança.

    Agradeço a Vereadora Cláudia Gomes pelo convite e por todas a vitórias para nossa categoria.

    Abraço a todos.

    Luis Henrique Cintra


  • Série 16 Erros – Erro 05 – contratar muitas pessoas e gerar despesas administrativas elevadas.

    sem fazer nadaO ciclo anúncio->venda->prestação de serviço->pagamento de contas e fornecedores->anúncio será o mesmo,  seja numa pequena ou grande empresa. A grande diferença é que na de grande porte existem inúmeros setores para realizar as diferentes funções.  Já num pequeno negócio de fisioterapia isso precisa ser revisto. Não podemos nos dar ao luxo de contratarmos profissionais, muitas vezes, necessários, mas que devido às dificuldades de mercado tornam-se caros. Outra situação bem comum é disponibilizar inúmeros serviços na empresa e tentar cobrir o custo de um com o ganho do outro, parasitando, dessa forma, o que é lucrativo.  Numa empresa o pessoal de apoio deve estar o “mais preparado” possível para assumir algumas funções temporárias. A grande sabedoria será nunca fazer “economia de palito”,  mas somente gastar com recursos humanos ou equipamentos que realmente são imprescindíveis. Somente invista em informática se você for realmente utilizá-la profissionalmente, não compre equipamentos de eletroterapia que ficarão encostados, não fique com o ar condicionado ligado numa sala pequena por achar que o consumo será maior se você for ligá-lo novamente. Lembre-se que na faculdade você tinha que investir em conhecimentos técnicos, como empresário você precisará investir em conhecimentos gerenciais.

    Abraço a todos,

    Luis Henrique Cintra


  • O auditório vazio.

    Desde então, que não temo mais a ausência ou lotação em minhas conferências, pois mais importante que audiência é que o(s) espectador(es) saia(m) de lá com alguma mensagem útil para sua(s) vida(s).
    Desde então, que não temo mais a ausência ou lotação em minhas conferências, pois mais importante que audiência é que o(s) espectador(es) saia(m) de lá com alguma mensagem útil para sua(s) vida(s).

    Desde então, que não temo mais a ausência ou lotação em minhas conferências, pois mais importante que audiência é que o(s) espectador(es) saia(m) de lá com alguma mensagem útil para sua(s) vida(s).

    Desde então, que não temo mais a ausência ou lotação em minhas conferências, pois mais importante que audiência é que o(s) espectador(es) saia(m) de lá com alguma mensagem útil para sua(s) vida(s).

    Há alguns anos fui convidado para preferir uma palestra sobre resultados clínicos que tinha tido na aplicação de um certo método de tratamento postural. Após 5 anos de formado, seria a primeira vez que eu falaria para um grupo de pessoas que, até bem pouco tempo,  eu dividira espaço. Para mim, aquela seria a palestra que mudaria a minha vida na qualidade de Fisioterapeuta e orador.

    Não me lembro bem qual era o evento, mas não importava, me preparei, cheguei cedo e  me dirigi à sala. Veio, então, a primeira constatação: fui colocado numa sala a parte do evento, escondida e com uma certa dificuldade de acesso. Dirigi-me até lá e daí a segunda constatação: havia 13 pessoas para assistir a palestra que eu tinha levado alguns anos para preparar. Sim, porque o trabalho para coleta de dados levou anos para se estabelecer. Eu disse a mim mesmo “Eu vim preparado, e vou falar”. Comecei a preparar os slides e iniciei.

    Com dez minutos do primeiro slide o auditório foi começando a lotar, com 20 minutos foi necessário trazer mais cadeiras para os ouvintes, parei para acomodação, com 35 minutos havia pessoas sentadas no chão, e nos últimos 10 minutos de palestra, a porta de entrada foi fechada pois literalmente não cabia mais ninguém. Eu via pessoas do lado de fora que não podiam mais entrar. Onde, no início, menos de 15 pessoas se esparramavam pelo auditório, no final quase 400 se espremiam. Tal episódio se repetiu noutro evento, mas não dessa maneira.

    Como já disse no inicio desse texto, “essa seria a palestra que iria mudar minha vida” e mudou. Desde então, que não temo mais a ausência ou lotação em minhas conferências, pois mais importante que audiência é que o(s) espectador(es) saia(m) de lá com alguma mensagem útil para sua(s) vida(s).

    Luis  Henrique Cintra


  • Ser Estudante de Fisioterapia…

    Ser estudante de Fisioterapia é aprender a fazer com as mãos o que o coração anseia e o cérebro duvida.
    Ser estudante de Fisioterapia é aprender a fazer com as mãos o que o coração anseia e o cérebro duvida.

    Somente tolos deixam de ser estudantes. A emoção do aprender mistura-se à diversificação de amizades e a descoberta das inúmeras dimensões do conhecimento. Até hoje, aprendo e me divirto com meus amigos do Colégio 7 de Setembro, Colégio Christus, IBEU, UNIFOR, PUCCAMP e USP. Atualmente, acumulo novos amigos no MBA de Gestão de Negócios em Saúde da UNIFOR. Cada grupo com seus valores, nem um mais importante que outro. Mas como minha paixão é o movimento posso ser tendencioso em meu relato.

    Foi muito bom ter sido acadêmico de Fisioterapia, lembro da primeira pessoa que a dor consegui aliviar, usando minhas mãos e recursos físicos. Lembro, também, com muito carinho, do primeiro que fiz andar e depois correr. Professores, como o saudoso José Américo da Silva, que me foi como pai. Amigos como Rubiney Corcha que até hoje me comunico, e, claro, das mais belas mulheres que rodiavam as salas de aula, é tanto que casei com uma delas, Lena Monteiro Cintra.

    Por tudo isso venho parabenizar àqueles que desejam estar estudantes pelo resto da vida e aos meus ex-alunos, hoje parceiros, uma frase:

    “Ser estudante de Fisioterapia é aprender a fazer com as mãos o que o coração anseia e o cérebro duvida.”

    Abraço a todos

     Luis Henrique Cintra


  • Série Contratos – RN363, artigo 5.

    Art. 5º As seguintes práticas e condutas são vedadas na contratualização entre Operadoras e Prestadores: II - qualquer tipo de exigência que infrinja o Código de Ética das profissões ou ocupações regulamentadas na área da saúde;
    Art. 5º As seguintes práticas e condutas são vedadas na contratualização entre Operadoras e Prestadores:
    II – qualquer tipo de exigência que infrinja o Código de Ética das profissões ou ocupações regulamentadas na área da saúde;

    Art. 5º As seguintes práticas e condutas são vedadas na contratualização entre Operadoras e Prestadores:

    II – qualquer tipo de exigência que infrinja o Código de Ética das profissões ou ocupações regulamentadas na área da saúde;

    Art. 5º As seguintes práticas e condutas são vedadas na contratualização entre Operadoras e Prestadores:

    I – qualquer tipo de exigência referente à apresentação de comprovantes de pagamento da contraprestação pecuniária quando da elegibilidade do beneficiário junto ao Prestador;

    II – qualquer tipo de exigência que infrinja o Código de Ética das profissões ou ocupações regulamentadas na área da saúde;

    III – exigir exclusividade na relação contratual;

    IV – restringir, por qualquer meio, a liberdade do exercício de atividade profissional do Prestador;

    V – estabelecer regras que impeçam o acesso do Prestador às rotinas de auditoria técnica ou administrativa, bem como o acesso às justificativas das glosas;

    VI – estabelecer quaisquer regras que impeçam o Prestador de contestar as glosas, respeitado o disposto nesta norma;

    VII – estabelecer formas de reajuste condicionadas à sinistralidade da operadora;

    e

    VIII – estabelecer formas de reajuste que mantenham ou reduzam o valor nominal do serviço contratado.

    Parágrafo único. As vedações dispostas nos incisos V e VI só se aplicam se o envio do faturamento for feito no Padrão TISS vigente.

    COMENTÁRIOS

     

    Abraço a todos,

    Luis Henrique Cintra
    Consultor de Negócios em Saúde


  • E o salário, quanto é?

    O  valor de sua hora de trabalho deve relacionar-se a importância que você tem para empresa, ou melhor, à importância que você tem para os clientes que atende.
    O valor de sua hora de trabalho deve relacionar-se a importância que você tem para empresa, ou melhor, à importância que você tem para os clientes que atende.

     Ao  escolher uma carreira como profissional de saúde é comum perguntarmos aos mais antigos: Quanto é o salário? Paga bem? O que você conseguiu ter sendo isso ou aquilo? Enfim, o preço pelo nosso esforço merece ser compensado, porém, será que seguimos o caminho certo para isso?

    Uma prática comum, porém extremamente danosa, em minha opinião, é o pagamento via percentual sobre o “valor que o convênio paga”. O profissional deve ser pago pela disponibilização de seu trabalho, de seu tempo. O que uma OPS paga é de responsabilidade da empresa e não de quem presta serviço. Da mesma forma, o reajuste dos valores conseguidos pelas empresas não deve relacionar-se com o reajuste da hora daquele profissional. Esse deve basear-se na importância e mérito do mesmo.

    O profissional que entra no mercado após sua graduação fica extremamente inseguro frente a realização das atividades que sua profissão exige. Costumo dizer que o mais importante, no início, não será o seu conhecimento técnico, mas a sua capacidade de assumir compromissos: chegar no horário, focar-se no cliente, ter postura e bom relacionamento com a equipe.

    Se você ficar baseando-se essencialmente no que diz a lei, será pela lei que você terá o seu retorno, isso o engessa com o passar dos anos. O  valor de sua hora de trabalho deve relacionar-se à importância que você tem para empresa, ou melhor, à importância que você tem para os clientes que atende.

    Para que o trabalhador da saúde tenha um referencial é interessante conhecer as convenções coletivas disponibilizadas nos sites dos sindicatos de cada categoria por Estado.

    Quem sabe, se fizéssemos a pergunta: como eu posso ganhar o que é justo pelo meu trabalho? Pudéssemos, assim, construir uma carreira pautada pela ética e meritocracia.

     

    Luis Henrique Cintra