• Arquivo de marcações fisioterapia
  • E o salário, quanto é?

    O  valor de sua hora de trabalho deve relacionar-se a importância que você tem para empresa, ou melhor, à importância que você tem para os clientes que atende.
    O valor de sua hora de trabalho deve relacionar-se a importância que você tem para empresa, ou melhor, à importância que você tem para os clientes que atende.

     Ao  escolher uma carreira como profissional de saúde é comum perguntarmos aos mais antigos: Quanto é o salário? Paga bem? O que você conseguiu ter sendo isso ou aquilo? Enfim, o preço pelo nosso esforço merece ser compensado, porém, será que seguimos o caminho certo para isso?

    Uma prática comum, porém extremamente danosa, em minha opinião, é o pagamento via percentual sobre o “valor que o convênio paga”. O profissional deve ser pago pela disponibilização de seu trabalho, de seu tempo. O que uma OPS paga é de responsabilidade da empresa e não de quem presta serviço. Da mesma forma, o reajuste dos valores conseguidos pelas empresas não deve relacionar-se com o reajuste da hora daquele profissional. Esse deve basear-se na importância e mérito do mesmo.

    O profissional que entra no mercado após sua graduação fica extremamente inseguro frente a realização das atividades que sua profissão exige. Costumo dizer que o mais importante, no início, não será o seu conhecimento técnico, mas a sua capacidade de assumir compromissos: chegar no horário, focar-se no cliente, ter postura e bom relacionamento com a equipe.

    Se você ficar baseando-se essencialmente no que diz a lei, será pela lei que você terá o seu retorno, isso o engessa com o passar dos anos. O  valor de sua hora de trabalho deve relacionar-se à importância que você tem para empresa, ou melhor, à importância que você tem para os clientes que atende.

    Para que o trabalhador da saúde tenha um referencial é interessante conhecer as convenções coletivas disponibilizadas nos sites dos sindicatos de cada categoria por Estado.

    Quem sabe, se fizéssemos a pergunta: como eu posso ganhar o que é justo pelo meu trabalho? Pudéssemos, assim, construir uma carreira pautada pela ética e meritocracia.

     

    Luis Henrique Cintra


  • O que são custos fixos?

    Custos Fixos não se relacionam com a atividade.
    Custos Fixos não se relacionam com a atividade.

    Há uma certa interpretação errada frente aos custos fixos de uma empresa. Fala-se que custo fixo é aquele que não muda, na realidade não é bem assim. Chamamos custos fixos aqueles que não se relacionam diretamente com a prestação de serviços de saúde em si, ou então, contribuirão de maneira muito pequena para isso.

    Utilizaremos esse conhecimento para calcularmos, por exemplo, quando gastamos por hora com o pagamento do aluguel. Imagine que esse seja de R$ 1200,00 e que seu consultório funciona por 20 dias úteis no mês e por 8 horas diárias. No final, veremos que você paga R$ 7,50 por cada hora de aluguel a cada mês, o mesmo acontecerá com os gastos com energia, telefone, água, luz e folha de pagamento, dentre outros.

    Por isso, temos que ser altamente rigorosos com o tempo. Quanto menos disponíveis somos, mais caro, para nós, torna-se nossa hora.

    Um abraço,
    Luis Henrique Cintra


  • Sazonalidade na prestação de serviços de saúde

    2015_04_01_blog_sazonalidade
    As vezes, o pagamento vindo das OPS leva em torno de 60 a 90 da data do inicio de tratamentos seriados.(psicoterapia, fisioterapia etc.)

    O termo Sazonalidade relaciona-se ao período em que o fluxo de serviço prestados numa empresa de saúde diminui. Não devemos confundir tal termo com a presença de dinheiro em caixa.

    Na psicologia, por exemplo, a prestação dos serviços normalmente se dá de maneira seriada. É comum que as clientes não compareçam em “dias imprensados” de feriados, por exemplo. É comum também que o fluxo de atendimentos na semana do Natal, também, diminua. Contudo, para os serviços que trabalham com “dor” e principalmente a “dor aguda” tais situações podem inverter e aquelas instituições que  “abrirem suas portas” estarão apresentando um diferencial.

    O recebimento de valores pode acontecer ou não nos períodos de sazonalidade baixa, isso acontece justamente com o pagamento vindo das Operadoras de Planos de Saúde que levem em torno de pelo menos 60 ou 90 dias para pagar a partir do início dos atendimentos

    O dinheiro em caixa poderá aumentar também justamente quando os serviços são vendidos à vista  e diretamente aos consumidores. Esse, ajuda no pagamento das contas mensais contudo na grande maioria dos serviços de saúde esses valores não ultrapassam, infelizmente, 30% do faturamento total.

    O estudo da sazonalidade pode ser de suma importância no planejamento financeiro ou logístico da empresa de prestação de serviços de saúde. Redução de custos fixos, planejamento, marketing e estudo de provisões poderão nos ajudar a passar por tal período, sendo portanto uma boa época para estudarmos como nossa empresa está caminhando.

    Luis Henrique Cintra


  • Fisioterapeuta – Garanta sua vaga no mercado.

    20150327_blog_mercado
    Capacidade de assumir compromissos é a chave para se entrar no mercado com Fisioterapeuta.

    Pelas palestras e eventos, que organizo e participo, vejo jovens, ávidos por conhecimentos, sejam técnicos, sejam de vida, lotarem os auditórios na busca de uma tão sonhada autonomia, que, infelizmente, muitas vezes é cerceada pelo mercado.

    Nada adiantará, aqui nesse momento, discorrer sobre a realidade junto as OPS(Operadoras de Planos de Saúde), entidades que nunca respeitaram nossa palavra e que gastam menos de 1% de seu faturamento no pagamento de nossos honorários. Um dia, e por isso lutar, o Fisioterapeuta entenderá que tais entidades somente existem, de direito, se ofertarem nossos serviços. O custo para essas é tão baixo que é preferível contratar empresas prestadoras de serviços que verticalizar o serviço(ter uma equipe própria) dentro de seus estabelecimentos.

    Em esferas superiores ganhos fantásticos já foram garantidos. Estamos no SIMPLES em 2015, tivemos nossos direitos assegurados com o veto parcial sobre o ATO MÉDICO, estamos na ANS e a cada dia temos mais mestres e doutores em Fisioterapia. Nos resta, contudo, o espírito corporativista, a visão empreendedora, a VONTADE DE SER AUTÔNOMO e NÃO EMPREGADO, ai sim teremos o que merecemos.

    O acadêmico de Fisioterapia ou aquele que está iniciando suas atividades precisa entender que o que irá garantir sua vaga no mercado NÃO SERÁ O SEU CONHECIMENTO TÉCNICO, mas a CAPACIDADE DE ASSUMIR E HONRAR COMPROMISSOS.

    Luis Henrique Cintra


  • SIMPLES – Verifique se sua empresa foi aceita.

    20150326_blog_simples
    Muitas empresas de Fisioterapia já foram qualificadas no anexo III do SIMPLES.


    Em 2014 aconteceu uma das maiores conquista para as Empresas Prestadoras de Serviços de Fisioterapia. Essas foram qualificadas no ANEXO III DO SIMPLES NACIONAL.

    Desde janeiro de 2015 que muitas empresas deram entrada no SIMPLES. Veio a ansiedade para a confirmação, pois esse é um serviço realizado por profissionais contabilistas, e não, por nós, Fisioterapeutas Empresários.

    Preparei algumas orientações para que você, ASSINANTE DE NOSSO BLOG, possa conferir se sua empresa foi aceita no SIMPLES.

    Certidao_Simples

    1) Acesse o site: http://www8.receita.fazenda.gov.br/SIMPLESNACIONAL/

    2) Escolha a aba SIMPLES SERVIÇOS/Consulta optantes

    3) Abaixo de serviços disponíveis escolha “consulta optantes”

    4) Digite o seu CNPJ e as letras à Esquerda

    5) Veja a certidão

    Certidao_simples_Fisio

    Há uma outra forma, mas essa normalmente é feita pelo contador:

    Certidao_Simples_2

    1) Acesse o site: http://www8.receita.fazenda.gov.br/SIMPLESNACIONAL/

    2) Escolha “Todos os serviços” no final da seleção

    3) Abaixo de serviços disponíveis escolha “Acompanhamento da Formalização da Opção pelo Simples Nacional”

    4) Clique em CPF/CNPJ na mesma linha. Para isso você precisará de um código que foi lhe dado no inicio do pedido de migração para o SIMPLES

    Veja o termo de deferimento:

    Termo de Deferimento

    Veja a declaração de isenção que deve ser entregue a todas as empresas(operadoras etc) que se relacionam com a sua, porém algumas operadoras estão exigindo a declaração do contador, acima descrita:

    Declaração_isenção

    Baixe o arquivo:

    Declaração Isenção Retenção – SIMPLES

     

    Todo esse trabalho foi realizado pela contadora Dra.Kiara Pinheiro.

     

    Luis Henrique Cintra
    Consultor em Serviços de Saúde

     

     


  • Tá caro, doutor. O seu colega cobra mais barato!

    20150323_BLOG_TA_CARO
    Sempre agregue valor ao seu serviço.

    Em muitos debates sobre precificação dos serviços de Fisioterapia escutamos que o concorrente cobra valores que são baixos, que faz de tudo para garantir seus clientes, que não conhece  seus custos etc. Enfim, que age de forma que prejudica não apenas o mercado como a se mesmo.

    Um dos problemas pode não está no prestador de serviços,  mas no próprio cliente, pois, para manter o padrão de serviços de rotina precisaria de descontos em vários.  Por isso é importante que o o prestador procure sempre agregar valor ao seu serviço.  O cliente precisa sentir-se diferenciado para pagar pelo valor que o Fisioterapeuta julga ser justo. Isso não relaciona-se, necessariamente, à assistência fisioterapêutica, mas, no conjunto de ações que garantem que essa seja realizada. Seguem alguns “valores” que podem garantir o seu “preço”:

    • Fácil localização
    • Estacionamento
    • Atendimento em hora marcada
    • Personalização do atendimento
    • Desburocratização do atendimento(flexibilidade de horários, recibos, relatórios etc)
    • Tratamentos curtos
    • Eficácia do procedimento

    Luis Henrique Cintra
    Fisioterapeuta Consultor


  • Estágio em Fisioterapia, direito do estudante.

    2015_03_24_blog_lhc_estagio
    O estágio deve ser feito em serviços públicos de saúde e sempre sob supervisão.

    O estágio é uma período de grandes descobertas para a vida de qualquer pessoa que deseja seguir uma profissão tão sonhada e planejada. È uma fase que vamos nos identificar ou não com a rotina de trabalho e de comprovar as tantas teorias faladas por horas intermináveis nos bancos da faculdades.

    Há 100 anos, ainda nos primeiros serviços de Fisioterapia, pessoas leigas eram contratadas como “auxiliares” de médicos que eram os responsáveis por serviços imensos de Fisioterapia. Esses auxiliares conduziam os pacientes ao longo de todo o tratamento e executavam o que vinha prescrito pelo colega chefe do serviço.

    Hoje, a Fisioterapia se desenvolveu no campo científico, educacional, político e empresarial. Somos uma opção de negócio, não podemos ter atitudes que não apenas banaliza nossos conceitos como nos prejudica a médio e longo prazo. Quando um acadêmico vai para um estágio sem supervisão, ele se comporta como o auxiliar que há 1 século executava técnicas, não tinha responsabilidade sobre seu serviço e nem precisava ter o nível médio. O acadêmico de Fisioterapia estuda para ser um “profissional de saúde” e não um executor de ordens.

    Infelizmente, muito amigos acadêmicos ficam iludidos com a promessa de um futuro emprego na área já que estão “estagiando no local”. Isso não acontece, pois o quadro de estagiários é renovado e será sempre mais caro ter um profissional que um estudante.

    O estágio deve ser feito em serviços públicos de saúde e sempre sob supervisão, já que a presença de um professor como responsável técnico é imprescindível. É assim em profissões mais antigas como a Medicina e Odontologia.

    Se você acadêmico, não se afastar dos estágios extracurriculares feitos nas grandes clínicas você não conseguirá entrar no mercado. Nenhum curso ou “experiência”vai garantir vaga para você quando estiver formado, pelo menos é o que eu observo, já que recebo semanalmente currículos de recém-formados que quando leio vejo o quanto estagiaram em clínicas que hoje lhe dão as costas.

     

    Luis Henrique Cintra

    Consultor de Negócios em Saúde


  • Série Entidades de Classe – União? Para quê mesmo?

     

    Uniao para queEm março de 2013 alguns Fisioterapeutas desbravando caminhos que todos já conhecemos revolveram criar uma associação de prestadores de serviços de fisioterapia, surgiu assim a APRECEFISIO. Essa entidade representa a união de empresas e consultórios que visam conseguir uma remuneração justa sobre os honorários atualmente pagos pelas Operadoras de Planos de Saúde. Vencendo as dificuldades que o cotidiano impõe, em menos de 3 meses , nossa associação já estava totalmente regularizada. Filiada a FENAFISIO(Federação Nacional das Associações de Prestadores) segue o objetivo principal de implantação do Referencial Nacional de Honorários Fisioterapêuticos, atualmente disponibilizado no site do Coffito.

    Em agosto de 2013 fomos surpreendidos com uma medida arbitrária da Operadora Camed que, alegando uma determinação da ANS, reduzia nossos honorários pela metade. Imediatamente nos reunimos e conseguimos garantir que os antigos contratos fossem mantidos até novas negociações. Essa Operadora partiu então para  a NEGOCIAÇÃO INDIVIDUAL no intuito de pressionar cada empresa. Inúmeras reuniões, pareceres, comentários  e fofocas circularam sobre esse tema dentro dos negócios em Fisioterapia do Estado do Ceará  Fato  é que várias clinicas receberam o comunicado de descredenciamento dessa operadora após relatarem que não concordavam em receber valores abaixo do que antes recebiam. Alguma tiveram isso ainda em Dezembro/2013 e outras para agora final de janeiro/2014.

    Após 20 anos de formado e convivendo com tais OPS há 16 anos vejo que se cada empresa for sempre olhar somente para os seus problemas individuais, jamais conseguiremos alcançar uma conquista que possa ser efetivamente importante para nossa classe.  Atualmente, os prestadores de serviços fisioterapêuticos possuem a a ANS(Agência Nacional de Saúde) que ajuda na regulamentação dos contratos firmados entre esses e as operadoras. Acredito que se não soubermos utilizar essa vantagem em nosso favor ficará bem difícil a sobrevivência dos serviços de Fisioterapia pelos próximos 10 anos, contudo, não esqueçamos que a parte mais forte de nosso grupo é sempre o elo mais fraco.

    Luis Henrique Cintra

    Fisioterapeuta Consultor


  • Seleção de Fisioterapeuta na Clínica Somma

    Hidroterapia

     

    A Clínica Somma está recebendo currículos para seleção de Fisioterapeuta que deseja trabalhar com Fisioterapia Aquática. Os interessados devem enviar seus currículos para curriculo@clinicasomma.com.br. A vaga é para o turno da manhã e a remuneração será fixa + produtividade.

     

    Luis Henrique Cintra

    Fisioterapeuta Diretor


  • Fisioterapeuta Empresário, eu?

    DSC09335Há 30 anos não havia Fisioterapeutas com 30 anos no mercado. Não é nenhuma novidade lembrar que recursos físicos são utilizados desde os primórdios da humanidade, mas mesmo depois regulamentação de nossa profissão ainda temos muito que aprender como empresários ou profissionais liberais.

    Trabalhamos inicialmente nos grandes centros de reabilitação, depois éramos funcionários de grandes clínicas onde médicos, normalmente, eram donos. Começamos atender em domicílio, era o começo de nossa autonomia, demos então um grande passo, criamos nossas clínicas. Hoje nos dividimos entre estúdios, academias, domicílio, faculdades, organização de cursos e franquias.

    Não há como negar a evolução técnico-científica da Fisioterapia. A paixão pelo que fazemos fez surgir inúmeros negócios em nossa área, mas, será que nos planejamos para isso?

    Diariamente vejo colegas entusiasmados na criação de seus espaços e ao mesmo tempo anúncios, nas redes sociais, de outros colegas vendendo seus equipamentos e tentando outra coisa na vida. Talvez, o brilho da paixão possa estar ofuscando àqueles que, no momento de falar de negócios, precisam olhar focados em seus objetivos.

    É preciso habituar-se a uma nova linguagem: planejamento, capital de giro, IRPJ, rentabilidade, marketing etc. Ousar sim, arriscar perder, nunca. Foram-se os tempos em que as coisas eram feitas “na marra”. Agir sempre estrategicamente, não preocupando-se somente em captar, mas em fidelizar clientes, pensar que o cliente deve ser cuidado 24 horas por dia, 365 dias por ano. Somente assim, podemos dizer que chegamos em nossa maturidade empresarial.

    Um abraço,