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  • Luis Henrique Cintra

    Luis Henrique Cintra Consultor

    Mais que fisioterapeuta, Luís Henrique é um professor nato. Desde o início de sua trajetória profissional, adquiriu alguns atributos característicos dos grandes mestres. Luís aprendeu a observar, analisar e sintetizar suas reflexões em lições importantes para a construção de seu sucesso profissional.

    Natural de Fortaleza, Luís viajou o país em busca de conhecimento. Os estudos o levaram a Campinas, Brasília e Salvador. Mal voltou à sua terra natal, foi convidado a lecionar na Faculdade Fanor DeVry, compartilhando o conhecimento adquirido em sua trajetória profissional. Desde então não largou mais a área da educação.

    Além de compartilhar palestras em todo o país, Luís tem se destacado como consultor em serviços de saúde, ajudando a estruturar, reorganizar e ampliar empresas de sucesso.

    Tenho certeza que os leitores desse blog desfrutarão de informações  imprescindíveis para a elaboração e gestão de seus projetos.

    Karla Alcoforado

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  • Série Entidades de Classe – União? Para quê mesmo?

     

    Uniao para queEm março de 2013 alguns Fisioterapeutas desbravando caminhos que todos já conhecemos revolveram criar uma associação de prestadores de serviços de fisioterapia, surgiu assim a APRECEFISIO. Essa entidade representa a união de empresas e consultórios que visam conseguir uma remuneração justa sobre os honorários atualmente pagos pelas Operadoras de Planos de Saúde. Vencendo as dificuldades que o cotidiano impõe, em menos de 3 meses , nossa associação já estava totalmente regularizada. Filiada a FENAFISIO(Federação Nacional das Associações de Prestadores) segue o objetivo principal de implantação do Referencial Nacional de Honorários Fisioterapêuticos, atualmente disponibilizado no site do Coffito.

    Em agosto de 2013 fomos surpreendidos com uma medida arbitrária da Operadora Camed que, alegando uma determinação da ANS, reduzia nossos honorários pela metade. Imediatamente nos reunimos e conseguimos garantir que os antigos contratos fossem mantidos até novas negociações. Essa Operadora partiu então para  a NEGOCIAÇÃO INDIVIDUAL no intuito de pressionar cada empresa. Inúmeras reuniões, pareceres, comentários  e fofocas circularam sobre esse tema dentro dos negócios em Fisioterapia do Estado do Ceará  Fato  é que várias clinicas receberam o comunicado de descredenciamento dessa operadora após relatarem que não concordavam em receber valores abaixo do que antes recebiam. Alguma tiveram isso ainda em Dezembro/2013 e outras para agora final de janeiro/2014.

    Após 20 anos de formado e convivendo com tais OPS há 16 anos vejo que se cada empresa for sempre olhar somente para os seus problemas individuais, jamais conseguiremos alcançar uma conquista que possa ser efetivamente importante para nossa classe.  Atualmente, os prestadores de serviços fisioterapêuticos possuem a a ANS(Agência Nacional de Saúde) que ajuda na regulamentação dos contratos firmados entre esses e as operadoras. Acredito que se não soubermos utilizar essa vantagem em nosso favor ficará bem difícil a sobrevivência dos serviços de Fisioterapia pelos próximos 10 anos, contudo, não esqueçamos que a parte mais forte de nosso grupo é sempre o elo mais fraco.

    Luis Henrique Cintra

    Fisioterapeuta Consultor


  • Os barquinhos, reflexão sobre a vaidade.

    SONY DSCEra uma vez um barquinho chamado CONHECIMENTO. Conhecedor dos 7 mares ele ficava horas imaginando como seria entrar mar a dentro, pois, como se dedicava muito na busca do saber não tinha tempo para praticá-lo.

    Certo dia surgiu uma jangada chamada PRÁTICA. Essa sim, realizava todas as manobras no mar e logo chamou a atenção do CONHECIMENTO. Ela, embora muito decidida, não sabia como chegar aos seus objetivos, pois preocupava-se somente na realização das manobras marítimas e nunca com o planejamento.

    Os 2 começaram a namorar e as coisas corriam bem, mas a VAIDADE que andava perambulando solitária pelo mundo seduziu os 2 com um mapa muito bonito chamado ÍMPETO. Esse era tão poderoso que cegava e ensurdecia quem o utilizasse.

    O CONHECIMENTO foi o primeiro a ser fisgado. Dizia ele, agora, não depender mais da PRÁTICA. Porém, bastou uma tempestade branda que esse quase naufragou. Com muito esforço conseguiu chegar em terra firme.

    A PRÁTICA resolveu se aventurar muitas milhas da costa. O ÍMPETO substituiria o CONHECIMENTO, e isso seria suficiente, mas se viu perdida sem saber como voltar. Foi por pura sorte que um vento a jogou em terra firme depois de 1 semana a deriva em alto mar.

    Um tempo depois um sábio ouvindo a história de amor se desfazer pela VAIDADE passou a aconselhar os jovens lhe entregando um talismã chamado HUMILDADE. Dividido em 2 partes iguais o mesmo só teria poder se ambos permanecessem juntos. Quando o CONHECIMENTO e PRÁTICA não andam de mãos dadas surge a VAIDADE mostrando que o ÍMPETO é o melhor caminho, mas ainda bem a HUMILDADE os mantém unidos para navegarem sem parar levando paz e harmonia para toda a humanidade.

    Um abraço,

    Luis Henrique Cintra


  • Caminhando juntos.

    fisioterapeuta

    A história das profissões é tão antiga quanto a história da humanidade. Somos o que resolvemos fazer diariamente. Assim sendo, nossas atividades profissionais vão muito além de meras ocupações para gerar dinheiro, mas caracteriza o nosso papel no mundo.

    Atualmente, a Fisioterapia no Brasil está em franca evolução. Não me limitarei, aqui, em descrever avanços científicos, pois esses já são bem notórios, mas de conquistas políticas e sociais que nos firmam como verdadeiros profissionais da saúde.
    Se um dia fomos técnicos, hoje não mais. Se um dia dependemos de encaminhamentos com receitinhas, hoje não mais. Se um dia éramos “empregados” que tínhamos que seguir o que o “chefe” mandava, hoje somos PROFISSIONAIS LIBERAIS, FISIOTERAPEUTAS EMPRESÁRIOS que geram emprego e renda, contribuindo, dessa forma, para o crescimento de nosso país.

    O MOVIMENTO ASSOCIATIVO NA FISIOTERAPIA é uma realidade, e AQUELE QUE NEGLIGÊNCIA ISSO perderá uma excelente oportunidade de VERDADEIRAMENTE CONTRIBUIR para NOSSA PROFISSÃO. Pensamentos podem até inspirar, palavras, podem até convencer, mas somente gestos consolidam nossos planos.

    Não devemos esperar a atitude ou o exemplo de ninguém para criarmos nossa independência. Pois, isso, na essência já é uma dependência.

    Por tudo isso faço aqui o meu apelo a todos os ACADÊMICOS, COORDENADORES DE CURSO, FISIOTERAPEUTAS E EMPRESÁRIOS DA FISIOTERAPIA – VAMOS CAMINHAR JUNTOS, POIS, CONQUISTAS ISOLADAS SÃO MOMENTÂNEAS, MAS CONQUISTAS COLETIVAS SÃO ETERNAS.

    Um abraço,

    Luis Henrique Cintra


  • Falando um pouco sobre Fisioterapia Profissional

    Fisioterapia_Profissional

    A Fisioterapia começou a ser praticada no Brasil no final do século XIX no Rio de Janeiro na “Casa das Duchas”, idealizada pelo médico Arthur Silva. No início do século XX, mas precisamente em 1919, foi fundado o Departamento de Eletricidade Médica pelo professor Raphael de Barros na Faculdade de Medicina da USP.

    Passaram 10 anos e em 1929 foi fundado o Serviço de Fisioterapia do Instituito Radium Arnaldo Vieria de Carvalho pelo Dr.Waldo Rolim de Morais no local do hospital Central da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Naquela época, os médicos eram os profissionais que realizavam os procedimentos fisioterapêutico.

    Com o aumento do número de pacientes, foi observado que esses profissionais precisavam de “auxiliares” que conduziriam o paciente ao longo dos procedimentos prescritos. Então, em 1951, Waldo Rolim de Morais planejou o 1º curso de Fisioterapia do Brasil com o objetivo de formar técnicos em fisioterapia, funcionava no 7º andar do instituto da criança. O curso era dão pelos próprios médicos do hospital. Os alunos eram avaliados por médicos e enfermeiros.

    Esse curso permaneceu até 1958. Em 1956 a Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação, no Rio de janeiro, cria o primeiro curso de Fisioterapia de nível superior do país, no Rio de Janeiro. Podemos relatar que tanto o surto de Polimielite como a 2º Guerra mundial foram grandes molas na criação da profissão de Fisioterapeuta.

    No inicio dos anos 60, um parecer do MEC forneceu as primeiras exigências curriculares para o curso de “técnicos em reabilitação”. A fisioterapia acabou sendo reconhecida como profissão no final dos anos 60, para se mais preciso pelo decreto 938 de 13 de outubro de 1969. Atualmente, a fisioterapia completa 44 anos de regularidade e vem ganhando um espaço muito importante na saúde pública.

    Infelizmente, existem grupos que ainda não conseguiram entender a verdadeira importância do profissionalismo em nossa área. Acadêmicos de fisioterapia, mal informados, lotam as grandes clínicas de fisioterapia e realizam procedimentos sem a devida supervisão legal. Se comportam na realidade como os “auxiliares de fisioterapia” do começo do século XX. É preciso que o usuário do serviço de saúde suplementar não aceite essa situação, pois são inúmeros os erros cometidos por esses “falsos profissionais” que ”iludidos” abandonam os conceitos acadêmicos, e se especializam em ligar e deslizar equipamentos.

     

    Luis Henrique Cintra


  • Como ter sucesso na Fisioterapia.

    Fisioterapia_1

    O Fisioterapeuta passou, desde a criação de sua profissão, por inúmeros obstáculos que o fortaleceram na busca de um ideal de autonomia financeira. Avanços científicos inquestionáveis, participação política, chefias e reconhecimento da população.

    O Fisioterapeuta, hoje, se apresenta como um profissional de vanguarda na saúde sendo imprescindível no âmbito primário, secundário e terciário. Limitado inicialmente a grandes Centros de Reabilitação depois em Clínicas de Reabilitação onde médicos eram proprietários, o Fisioterapeuta, atualmente, é proprietário de consultórios ou clinicas de especialidades nunca antes mencionadas ou imaginadas.

    Contudo, independente da área de atuação, especialidade ou tipo de negócio (consultório, clínica, hospital, franquias, academias etc), o Fisioterapeuta, como qualquer prestador de serviço, deve ter a necessidade do preparo empresarial para que não compre gato por lebre.

    Atenção para os negócios fantásticos, os métodos infalíveis ou as oportunidades únicas pois o mercado é implacável com amadores. Antes de aplicar seus recursos, pense no tipo de paciente que deseja atender, na área da cidade que vai atuar, nos possíveis concorrentes e no valor compatível com seus conhecimentos de custos fixos e variáveis do seu negócio. Somente assim você terá o sucesso merecido.

    Um abraço,
    Luis Henrique Cintra


  • Fisioterapeutas, somos uma classe.

    Chiropractor stretching a woman's arm in a room

    Tenho observado ao longo de minha vida acadêmica e profissional que a conceituação política de nossa classe não é bem aceita pelos que a compõem. Observo alunos entusiasmados sentados nos bancos de faculdade ávidos por conhecimento, e fisioterapeutas ávidos por uma independência financeira que parece se concentrar em apenas “alguns” de nossa classe.

    Acredito que o papel das ENTIDADES DE CLASSE NUNCA DEVE SE LIMITAR À CONGREGAÇÃO DOS PROFISSIONAIS, pois muitos desses ficam se perguntando “o que vocês tem feito pela gente” quando se encontram sozinhos no mercado, e enfrentando uma realidade que nunca imaginaram.

    As associações, sindicatos e conselhos devem visitar as universidades mensalmente, alertar os alunos sobre os direitos e deveres de nossa classe, somente assim os futuros profissionais poderão se sentir mais a vontade na hora de pagar suas anuidades.

    Devemos ser apenas “UMA CLASSE”, e não acadêmicos estagiando ilegalmente e profissionais cobrando valores que não condizem com suas necessidades. Somos um inteiro.

    Um abraço,

    Luis Henrique Cintra


  • Pequenos conselhos para empreender em Fisioterapia

    fisioterapeutas_empresários

    1) CORAGEM: Antes de começar qualquer projeto entenda que o mais importante não é o dinheiro que vai ser investido ou ganho, mas a vontade que você tem para sua realização profissional.

    2) ESTRUTURA: os clientes adoram que você se estruture. O cliente não paga necessariamente pelo serviço, mas, pelo que ele vê.

    3) TÉCNICA: seja prudente, essa é a palavra para que qualquer técnica seja eficaz. Nem todo cliente vai aceitar uma manipulação cervical de bom grado.

    4) ÉTICA: nunca, repito, nunca, caia na tentação de criticar seus concorrentes, mesmo que eles sejam terríveis com você. Muitos clientes adoram o jogo de leva e traz. A fofoca é mais importante que o alívio da dor. Tenha certeza que se ele, o cliente, fala mal de seu concorrente, um dia falará mal de você.

    5) PESSOAL: não pense que sua recepcionista ou sua zeladora é MBA em gestão. Nunca deixe responsabilidades suas em mãos que devem servir para outra coisa.

    6) TREINAMENTO: ninguém é tão ignorante a ponto de não conseguir ensinar algo ou tão inteligente a ponto de não precisar aprender algo.

    7) COMUNICAÇÃO: não confie na memória, ela dá tilt. Informatize seu negócio. Seu banco de dados vale ouro depois de um tempo.

    8) MARKETING: você nunca será tão bom a ponto de não precisar informar às pessoas que existe, mas não esqueça que o anúncio deve ser a ameixa do bolo e não os ingredientes.

    9) RENOVAÇÃO: renovar não significa a abandonar algo para ir para o que é da moda. Incremento deve vir com a experiência e senso crítico. Quando alguém for lhe vender algo fantástico procure saber se ela realmente usa aquilo como fala ou se está apenas “vendendo”.

    10) DINHEIRO: comparo isso a KATANA, ou espada samurai. Você pode vencer todos os seus inimigos com o seu uso, mas são necessários anos de prática. Quem brinca com essa arma, sempre, sempre se fere.

    Um abraço,
    Luis Henrique Cintra